Como foi votar nos tempos de pandemia

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As eleições 2020 serão marcadas por três coisas:

  1. Saber como será o futuro do neofascismo em 2022
  2. Se a esquerda ainda está resistindo, provando que os críticos que estão subestimando.
  3. Como é votar em tempos de pandemia.

Mesmo que a gente tenha passado pelo episódio da Gripe Espanhola, a história das eleições nunca passou por uma pandemia. Então, tudo era a primeira vez. Inicialmente, contudo, era para acontecer em outubro, mas o avanço da doença nos primeiros meses do ano adiou todos os planos. Alguns cogitaram em adiar para o ano que vem, sem sucesso. Por isso, a campanha foi reduzida para 45 dias e quem tiver segundo turno, apenas Natal (por ter mais de 200 mil eleitores), vai ter mais 15 dias de campanha. E, aí, como votar?

A primeira regra estabelecida foi colocar a máscara, independente se era de pano ou cirúrgica. Todos tinham que usar máscara. O Brechando acompanhou o maior colégio eleitoral da zona Sul de Natal, a UnP da avenida Roberto Freire. Após uma dificuldade de estacionar numa ladeira, achamos uma garrafa de corote cheia abandonada e relembrei do meu PT, batendo saudade de uma festança. Uma das mudanças no pleito foi a concentração das zonas eleitorais, visto que a intenção era o mínimo de aglomeração possível. Então, a medida que o espaço para votação era maior, mais espaço as pessoas andarem e diminui a circulação de vírus.

Álcool em gel para todos os lados

Além disso, tinha álcool em gel em todo lugar, desde as paredes até aqueles expositores para acionar o líquido com pedal tinha. Chegamos no colégio eleitoral às 12 horas, período que as pessoas comumente votam, uma vez que após depositar os seus votos irão almoçar com a família ou restaurante.

Mesmo de máscaras vimos algumas pessoas conhecidas, onde cumprimentamos com acenos ou quando éramos mais íntimos cutucavámos os cotovelos.

Álcool em gel para todos os eleitores

Diferente de 2018, as pessoas estavam mais tranquilas, menos discussões e podia rolar uma troca de adesivos, sem precisar apelar para a boca de urna. Ao entrar tinha vários voluntários medindo a temperatura e guiando para as salas de votação, no qual fomos subindo várias e várias (a duplicação da palavra foi de propósito) rampas até chegar no objetivo principal: chegar à urna eletrônica. Embora a recomendação é evitar ir com acompanhantes e crianças (muitas delas gostam de apertar os botões da urna), era normal ver algumas com os pais no colo ou brincando nos corredores.

Na hora de entrar na sala, você tinha que entrar numa fila já demarcada, tipo aquelas dos supermercados e farmácias. Mas, era tão vapt-vupt que ficamos só um minuto na fila, se não foi muito. Agora era entregar o e-título, melhor coisa que inventaram nesta pandemia pela praticidade, pegar a caneta assinar, registrar no sistema que vamos à urna e hora de apertar os números.  Uma apertadinha ali e acolá, ao ouvir o barulho do pirulili (como os brasileiros da internet chamam o encerramento da urna), hora de ir embora. Mas, sem deixar de passar o álcool em gel claro.

Vote nos tempos de pandemia com estilo

Pegou o comprovante de papel, mais álcool em gel. Hora de voltar para casa. Pera, eu vi o artista Brunno Vini chegando na UnP super plena, montada em um salto, vestido vermelho e toda maquiada para mostrar que era totalmente de esquerda. Como já dizia a pensadora contemporânea e cantora Beyoncé: “To the left”. Aí pedi para tirar foto do look e veja: Eleições Natal

O artista Bruno Vini resolveu votar todo de vermelho e look super vermelho

Confira o restante das fotos agora:

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