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Núbia Lafayette: Musa do Bolero brasileiro era do RN

Antes de pensar na palavra sofrência, criada pelo Pablo do Arrocha, Núbia Lafayette fazia isso muito bem. Quando era pequena e escutava meus parentes a cantando, eu achava que ela realmente estava sofrendo, assim como dizia as letras da música.  Neste ano completa 10 anos de encantamento da cantora natural de Assú e era conhecida por ser uma exímia cantora de bolero. Criada pela avó, seu nome de batismo era Idenilde Araújo da Costa e saiu do Rio Grande do Norte aos três anos e se mudou com a família para o Rio de Janeiro, desde criança participava de programas para mostrar a sua voz. Porém, foi no final da década de 50 que a sua carreira de cantora deu uma impulsionada. Trabalhava como comerciária nas Lojas Pernambucanas quando participou com o nome artístico de Nilde Araújo do concurso de calouros “A voz de ouro”, apresentado na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Um dos jurados, o proprietário da boate Cave, Jordão Magalhães a convidou a cantar naquela casa noturna e interpretava as músicas de Dalva de Oliveira. Lá, ela conheceu o compositor Adelino Moreira que a levou para gravar na RCA Camden. Antes porém, com apoio do cantor e compositor Joel de Almeida, gravou com o nome de Nilde Araújo um disco pela Polydor com os sambas “Vai de vez”, de Paulo Tito e Ricardo Galeno e “Sou eu”, de Valdir Machado e Rubens Machado. Em 1960, lançou seu primeiro disco com o nome artístico de Núbia Lafayette, pela gravadora RCA Camden com duas composições de Adelino Moreira,…

Antes de pensar na palavra sofrência, criada pelo Pablo do Arrocha, Núbia Lafayette fazia isso muito bem. Quando era pequena e escutava meus parentes a cantando, eu achava que ela realmente estava sofrendo, assim como dizia as letras da música.  Neste ano completa 10 anos de encantamento da cantora natural de Assú e era conhecida por ser uma exímia cantora de bolero.

Criada pela avó, seu nome de batismo era Idenilde Araújo da Costa e saiu do Rio Grande do Norte aos três anos e se mudou com a família para o Rio de Janeiro, desde criança participava de programas para mostrar a sua voz. Porém, foi no final da década de 50 que a sua carreira de cantora deu uma impulsionada.

Trabalhava como comerciária nas Lojas Pernambucanas quando participou com o nome artístico de Nilde Araújo do concurso de calouros “A voz de ouro”, apresentado na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Um dos jurados, o proprietário da boate Cave, Jordão Magalhães a convidou a cantar naquela casa noturna e interpretava as músicas de Dalva de Oliveira.

Lá, ela conheceu o compositor Adelino Moreira que a levou para gravar na RCA Camden. Antes porém, com apoio do cantor e compositor Joel de Almeida, gravou com o nome de Nilde Araújo um disco pela Polydor com os sambas “Vai de vez”, de Paulo Tito e Ricardo Galeno e “Sou eu”, de Valdir Machado e Rubens Machado.

Em 1960, lançou seu primeiro disco com o nome artístico de Núbia Lafayette, pela gravadora RCA Camden com duas composições de Adelino Moreira, de quem foi uma das principais intérpretes, o samba-canção “Devolvi”, um de seus maiores sucessos, e o samba-choro “Nosso amargor”.  O nome artístico, que lhe deixou famosa, foi uma sugestão do próprio Adelino.

Um dos primeiros discos da cantora

O Devolvi lhe deixou bastante famosa e o seu rosto foi estampado em várias revistas por causa de seu belo rosto, talento e curiosidades sobre a sua vida.  A seguir tem uma matéria falando de seu romance com o pernambucano Sálvio Costa, com quem ela casou e gravou algumas de suas composições:

Nos anos 70, Núbia volta para as paradas com “Casa e Comida” música de Rossini Pinto que foi faixa título de um LP gravado em 1972, a música virou uma espécie de hino nacional das mulheres mal casadas e desprezadas pelo seu maridos infiéis, quase todas sabiam de cor o refrão que dizia; “Não é só casa e comida que faz a mulher feliz”.

Além de Nelson Gonçalves, ela gravou também outro dos grandes especialista da dor de cotovelo como Lupcínio Rodrigues, Herivelto Martins, Raul Sampaio, Jair Amorim, Evaldo Goveia, Othon russo entre outros.  Ela sempre voltara para o Rio Grande do Norte para realizar apresentações musicais, um dos últimos foi em 2004, na cidade de Carnaubais, veja a foto a seguir:

Núbia continuou a participar em programas especiais e apresentações esporádicas até ao fim da sua vida. Morava em Maricá, no litoral do estado do Rio de Janeiro. A cantora sofreu um AVC hemorrágico no dia 10 de Março de 2007, tendo ficado internada 10 dias.  No dia 25 de Maio do mesmo ano voltou a ser internada no Hospital de Clínicas Niterói devido a complicações. Faleceu aos 70 anos de idade.

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Núbia Lafayette: Musa do Bolero brasileiro era do RN

Antes de pensar na palavra sofrência, criada pelo Pablo do Arrocha, Núbia Lafayette fazia isso muito bem. Quando era pequena e escutava meus parentes a cantando, eu achava que ela realmente estava sofrendo, assim como dizia as letras da música.  Neste ano completa 10 anos de encantamento da cantora natural de Assú e era conhecida por ser uma exímia cantora de bolero. Criada pela avó, seu nome de batismo era Idenilde Araújo da Costa e saiu do Rio Grande do Norte aos três anos e se mudou com a família para o Rio de Janeiro, desde criança participava de programas para mostrar a sua voz. Porém, foi no final da década de 50 que a sua carreira de cantora deu uma impulsionada. Trabalhava como comerciária nas Lojas Pernambucanas quando participou com o nome artístico de Nilde Araújo do concurso de calouros “A voz de ouro”, apresentado na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Um dos jurados, o proprietário da boate Cave, Jordão Magalhães a convidou a cantar naquela casa noturna e interpretava as músicas de Dalva de Oliveira. Lá, ela conheceu o compositor Adelino Moreira que a levou para gravar na RCA Camden. Antes porém, com apoio do cantor e compositor Joel de Almeida, gravou com o nome de Nilde Araújo um disco pela Polydor com os sambas “Vai de vez”, de Paulo Tito e Ricardo Galeno e “Sou eu”, de Valdir Machado e Rubens Machado. Em 1960, lançou seu primeiro disco com o nome artístico de Núbia Lafayette, pela gravadora RCA Camden com duas composições de Adelino Moreira,…

Antes de pensar na palavra sofrência, criada pelo Pablo do Arrocha, Núbia Lafayette fazia isso muito bem. Quando era pequena e escutava meus parentes a cantando, eu achava que ela realmente estava sofrendo, assim como dizia as letras da música.  Neste ano completa 10 anos de encantamento da cantora natural de Assú e era conhecida por ser uma exímia cantora de bolero.

Criada pela avó, seu nome de batismo era Idenilde Araújo da Costa e saiu do Rio Grande do Norte aos três anos e se mudou com a família para o Rio de Janeiro, desde criança participava de programas para mostrar a sua voz. Porém, foi no final da década de 50 que a sua carreira de cantora deu uma impulsionada.

Trabalhava como comerciária nas Lojas Pernambucanas quando participou com o nome artístico de Nilde Araújo do concurso de calouros “A voz de ouro”, apresentado na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Um dos jurados, o proprietário da boate Cave, Jordão Magalhães a convidou a cantar naquela casa noturna e interpretava as músicas de Dalva de Oliveira.

Lá, ela conheceu o compositor Adelino Moreira que a levou para gravar na RCA Camden. Antes porém, com apoio do cantor e compositor Joel de Almeida, gravou com o nome de Nilde Araújo um disco pela Polydor com os sambas “Vai de vez”, de Paulo Tito e Ricardo Galeno e “Sou eu”, de Valdir Machado e Rubens Machado.

Em 1960, lançou seu primeiro disco com o nome artístico de Núbia Lafayette, pela gravadora RCA Camden com duas composições de Adelino Moreira, de quem foi uma das principais intérpretes, o samba-canção “Devolvi”, um de seus maiores sucessos, e o samba-choro “Nosso amargor”.  O nome artístico, que lhe deixou famosa, foi uma sugestão do próprio Adelino.

Um dos primeiros discos da cantora

O Devolvi lhe deixou bastante famosa e o seu rosto foi estampado em várias revistas por causa de seu belo rosto, talento e curiosidades sobre a sua vida.  A seguir tem uma matéria falando de seu romance com o pernambucano Sálvio Costa, com quem ela casou e gravou algumas de suas composições:

Nos anos 70, Núbia volta para as paradas com “Casa e Comida” música de Rossini Pinto que foi faixa título de um LP gravado em 1972, a música virou uma espécie de hino nacional das mulheres mal casadas e desprezadas pelo seu maridos infiéis, quase todas sabiam de cor o refrão que dizia; “Não é só casa e comida que faz a mulher feliz”.

Além de Nelson Gonçalves, ela gravou também outro dos grandes especialista da dor de cotovelo como Lupcínio Rodrigues, Herivelto Martins, Raul Sampaio, Jair Amorim, Evaldo Goveia, Othon russo entre outros.  Ela sempre voltara para o Rio Grande do Norte para realizar apresentações musicais, um dos últimos foi em 2004, na cidade de Carnaubais, veja a foto a seguir:

Núbia continuou a participar em programas especiais e apresentações esporádicas até ao fim da sua vida. Morava em Maricá, no litoral do estado do Rio de Janeiro. A cantora sofreu um AVC hemorrágico no dia 10 de Março de 2007, tendo ficado internada 10 dias.  No dia 25 de Maio do mesmo ano voltou a ser internada no Hospital de Clínicas Niterói devido a complicações. Faleceu aos 70 anos de idade.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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