Guilherme Costa: guitarrista mineiro ama a música nordestina

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O Guilherme Costa é um guitarrista natural de Minas Gerais, no qual passou por algumas bandas de heavy metal. Entre elas estão Seawalker e o D.A.M. Além disso, ele participa de bandas covers do cenário musical de Belo Horizonte e ainda ensina nas escolas musicais.

Recentemente, lançou o segundo EP, o “Light of Revelations”, no qual contém a faixa “Homeland”, visto que mistura heavy metal com baião. Em 2017 lançou o primeiro EP, sob o título de “The King’s Last Speech”, lançou em 2017. O Brechando entrevistou o Guilherme que contou um pouco mais de seu amor pelo Nordeste.

A entrevista completa com Guilherme Costa você confere, portanto, a seguir:

Brechando: Eu vi que seu novo disco tem uma canção influenciada em Luiz Gonzaga, que outros artistas de forró ou do Nordeste que lhe inspiram? 

Guilherme Costa: Meus artistas nordestinos favoritos são Robertinho de Recife e Alceu Valença. Olhando mais na parte do forró, outro também que admiro muito é Genival Lacerda. Eu inclusive acho que se eu falar o nome de todos os músicos nordestinos que eu admiro eu vou precisar escrever uma página inteira (risos).

Onde teve acesso à música nordestina?

Quando ingressei primeiramente no curso de licenciatura em música na UEMG eu comecei a ver bastante sobre a música nordestina nos primeiros períodos de curso. Posteriormente eu comecei a pesquisar por conta própria sobre a música nordestina e fui conhecendo os artistas e vi que era realmente incrível! Então, eu resolvi prestar uma homenagem ao Nordeste com minha música “Homeland”, misturando o baião com o Heavy/Thrash dos anos 80.

Você colocou apenas um vocal em suas músicas, pensa em trabalhar com mais gente cantando?

Claro! Inclusive já estou com 2 singles para gravar com participações especiais de 2 cantoras de São Paulo, posteriormente pretendo ampliar ainda mais e assim chamar mais pessoas para parcerias musicais.

Meus artistas nordestinos favoritos são Robertinho de Recife e Alceu Valença“, disse Guilherme Costa

Ainda falando em instrumental, como foi o processo criativo para colocar os sentimentos internos na música?

Confesso que isso foi algo bem difícil (risos), mas eu precisei me inspirar muito em guitarristas que expressam muito bem os sentimentos na guitarra como: David Gilmour, Kee Marcello, Gary Moore e John Sykes. Muitas das vezes nós construímos a melodia pensando numa história a ser contada, mas não nos atentamos a forma que ela será contada, e isso foi algo que eu precisei aprender já no processo da gravação das músicas. Mas ainda hoje preciso enfrentar novos obstáculos em relação a isso e cada dia e cada estudo sempre há algo novo a acrescentar na forma de se expressar musicalmente com a guitarra.

O que está escutando atualmente?

Na maior parte do tempo eu tenho escutado muito as bandas do underground nacional. Posso dizer tem me impressionado muito! O pessoal tem colocado muitos novos elementos musicais nas composições e tem experimentado muitas coisas novas, fazendo com que nosso cenário do Rock e do Metal se torne algo inovador.

Hoje o estilo alternativo tem vários misturas. Pop com eletrônico. Rock com música caribenha. O metal ainda tem esperança de fazer essa mistura e é possível fazer?

Sim! Na verdade o Metal já vem fazendo várias misturas ao longo dos anos. É claro que hoje nós temos uma variedade musical muito maior do que antigamente, e vemos que muitas bandas, principalmente do Brasil, estão aderindo a estas novas fusões. Temos o exemplo da banda Ignispace de Piracicaba/SP, que mistura elementos da música eletrônica com o Heavy Metal de uma forma totalmente diferenciada.

Para terminar, qual vai ser seu próximo passo na carreira?

Um dos próximos passos será realizar turnês, inclusive já estou organizando uma para o exterior. Pretendo também começar a cantar minhas próprias músicas depois que desenvolver melhor minha voz. E ainda preciso fazer o evento de lançamento do “Light of Revelations” que infelizmente não foi possível realizar por conta da pandemia.