Luan Bates e seu álbum contra a hipocrisia religiosa

Aperte nestes botões para aumentar a fonte:

(Diminuir/Resetar/Aumentar)


Luan Bates só falta fazer uma live para zerar a quarentena. Primeiramente, ele lançou uma coletânea do seu selo, Nightbird, junto com outras bandas potiguares, lançou singles e no mês passado lançou outro, intitulado de “Casting Out a Devil”.

O Luan, que já é uma figurinha carimbada no Brechando, continua mostrando sua influência em rock inglês, mas também pesou nas guitarras e quis polemizar ao falar da contradição de religiosidade, visto que muitos cristãos apoiam o crescimento do neofacismo no mundo.

A canção faz parte do segundo álbum do cantor, sob o título de “Nothing Left to Say”, lançado pelo selo Nightbird Records, disponível nas principais plataformas. Para ouvir o clipe completo é só dá play a seguir:

Como surgiu a crítica de Luan Bates ao cristianismo

A música surgiu a indagações do próprio artista diante da sua relação com a fé, já que a composição surgiu após a leitura de dois livros: “Elogio à Loucura” e “Ortodoxia”.

“Foi numa época em que alguns amigos de infância me levaram de volta à Igreja católica. Eu participei de algumas coisas novamente. Não me sentia conectado à doutrina e enxergava algumas coisas que eram contraditórias ao que pregavam. É complicado falar de amor ao próximo e, em outro momento, dizer que ‘o homem deve amar a mulher’. Isso num contexto em que só esse tipo de relação é válida, por exemplo. Então ‘Casting Out a Devil’ saiu dessas fontes e do meu conflito interno com o catolicismo, especificamente”, contou Luan.

Luan Bates resolveu criticar a hipocrisia na religião (Foto: Clara Cortez)

A intenção do novo disco é fazer uma ruptura sonora e estética com o pesado novo disco “Nothing Left to Say”. É um registro de vivências e sentimentos em meio a conflitos com sua saúde mental e com a sociedade, além de aprofundar o entendimento sobre o período de transição do início de sua vida adulta.

“A ideia desse registro sempre foi de trazer um som com mais peso em relação aos meus trabalhos anteriores. Ao mesmo tempo, quero abordar minha condição mental de maneira mais realista. Mesmo que mais sombria ou negativa. Através das letras. Quando escrevi as faixas, estava numa depressão profunda que não me permitia fugir de pensamentos mais pesados”, disse.