Pesquisa potiguar descobre onde começa os nossos sonhos

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O REM é uma singla em inglês para Movimento Rápido nos Olhos. Faz parte por conseguinte do processo de dormir. Quer dizer, há a maior predominância dos sonhos nítidos. Recentemente, pesquisadores do Instituto do Cérebro (ICe) provou que o sono REM é o que apresenta maior conectividade de palavras,. Assim criando narrativas mais complexas.

Para quem não sabe o ICe é um órgão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Liderado pelo neurocientista Sidarta Ribeiro.

Estudos clássicos dividem o ciclo do sono em pelo menos quatro estágios, que são:

  • N1: Ocorre, normalmente, pouco depois de fechar os olhos.
  • N2 e N3: Se registram diminuição dos ritmos cardíacos e respiratórios.
  • E, por fim, o REM: Registra a maior e mais intensa atividade onírica.

 

Era uma das hipóteses dos pesquisadores há anos. Faltava ainda, no entanto, uma comparação quantitativa da organização estrutura dos relatos durante diferentes fases do sono.

O estudo da UFRN analisou 133 relatórios de sonhos. Consistiu em despertar os 20 voluntários em diferentes fases do sono, como o estágio REM. Lá ocorre maior registro de sonhos, e N2, que não produz tantos relatos oníricos.

Pesquisa é inédita na área da ciência

De acordo com Joshua Martin,  em entrevista para Agecom, a análise de relatórios de sonhos quase sempre se baseou exclusivamente em juízos humanos.  Ou seja, demonstra que os relatos orais são o objeto da pesquisa. Ainda faz parte do estudo o estágio do sono onde veio o relato dessas narrativas e sua complexidade..

O mesmo realizou o estudo como dissertação de mestrado defendida junto ao programa de Psicobiologia da UFRN.  Atualmente, cursa doutorado na Charité – Universitätsmedizin Berlin (Alemanha) em conjunto com o Berlin School of Mind and Brain.

É o primeiro estudo a demonstrar que os relatos obtidos no sono REM possuem maior conexão estrutural. Comparando portanto com o estágio N2. O trabalho contribui para diferenciar os relatos de sonho obtidos durante o sono REM e o sono não-REM. Além disso, a análise observa essas diferenças de estado mental em sujeitos saudáveis em diferentes estados de consciência fisiológica do sono.

Artigo científico publicado em parceria com outros países

Publicado na revista Plos One, da Public Library of Science, o estudo foi desenvolvido, portanto, com Danyal Wainstein Andriano e Mark Solms. Eles estudam na Universidade da Cidade do Cabo (Cidade do Cabo, África do Sul). Assinam ainda o artigo o pesquisador da UFRN Sergio Mota-Rolim.