Hospital potiguar seu próprio equipamento de desinfecção

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O Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) construiu um próprio aparelho para ajudar na desinfecção de suas dependências. Ou seja, na limpeza dos ambientes e evitar que pacientes morram por infecção generalizada. A equipe de engenharia do hospital desenvolveu o equipamento eliminando, por conseguinte, agentes nocivos a partir de luz ultravioleta, aquela que vem do sol. Como resultado, o hospital conseguiu uma economia na compra de equipamentos, principalmente em um período que o Ministério da Educação está cortando verbas a todo direito.

A luz ultravioleta, UV, segundo estudos, tem há mais de 40 anos para eliminar bactérias, vírus e fungos. O seu uso, por conseguinte, vai para desinfecção de água, efluentes, ar, remédios e superfícies, eliminando inclusive de agentes resistentes. A foto acima mostra, portanto, como é o equipamento.

“Além de reforçar o serviço de higienização, é de prático transporte e manuseio. Assim adicionando segurança ao paciente”, disse Davidson Robério, responsável pelo departamento que fez o equipamento. A declaração foi feita na Agecom, órgão de comunicação oficial da UFRN.

Outros setores também se envolveram no projeto. A união das equipes garantiu a aquisição dos itens, das lâmpadas, confecção da parte de marcenaria e também testar a eficácia. Em apenas dois minutos, as análises laboratoriais de amostras retiradas antes e demonstraram completa eliminação das bactérias.

Ainda não protege contra o Covid-19

Os estudos eventualmente comprovam o uso da luz  no combate em outros vírus do Sars. Entretanto, são insuficientes para demonstrar a mesma eficácia contra o novo coronavírus. Esse resultado veio, portanto, da declaração da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) na Nota Técnica (NT) 64/2020. Sob o mesmo ponto de vista, o hospital segue adotando os protocolos padrões. O principal objetivo é a eliminação da possibilidade de existência de bactérias resistentes. A radiação ultravioleta é um tipo de onda eletromagnética usada com função germicida.

Além disso, a nota da Anvisa conclui que as evidências de eficácia do uso de tecnologias baseadas em UV para desinfecção em condições muito específicas. Dependendo da área irradiada, do ângulo de exposição, intensidade e dose de radiação sobre superfícies. Por isso, diante da ausência de comprovação da eficácia da técnica para ambientes reais. A Anvisa não recomenda o uso de equipamentos com tecnologias baseadas em UV para desinfecção de ambientes públicos e hospitalares como única alternativa.