Sextou no Rio Grande do Norte! Dois feriados seguidos!

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Sextou em Natal! Mas, hoje é quarta-feira, o que aconteceu? Além de amanhã, quinta-feira (11), ser feriado de Corpus Christi, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, visto que aprovou o adiantamento do feriado de Mártires, que seria 3 de outubro, para a próxima sexta-feira (12).

Ou seja, teremos dois feriados seguidos, quase um carnaval.

A antecipação teve a aprovação de 14 deputados e cinco contra. O projeto foi enviado pela governadora Fátima Bezerra em autorizar a antecipação de feriados para conter o avanço do coronavírus no estado.

Aproveitem bastante, pois os próximos feriados acontecerão no dia 07 de setembro e 12 de outubro. Já sextou por aí ?

Sobre o Feriado de Mátires

Os mártires de Uruaçu e Cunhaú foi um dos crimes mais brutais acontecidos durante a invasão holandesa. O feriado foi decretado por uma lei estadual em 2006. Vamos contar um pouco da história do Rio Grande do Norte.

Os mártires se refere à dois massacres, que aconteceram em 1645. Um foi na cidade de Canguaretama e outro foi em São Gonçalo do Amarante.

Na época, o Rio Grande era dominado pelo alemão, que estava servindo a Holanda, Jacob Rabbi. O primeiro crime aconteceu no dia 16 de julho, no Engenho Cunhaú. Rabbi era conhecido pelos moradores do engenho, pois ele já havia passado por lá e sempre destruía os locais que andava e por estar escoltado por índios Tapuias.

No dia do massacre, Jacob Rabbi fixou um aviso na porta da igreja Nossa Senhora das Candeias em que haveria algumas questões a serem debatidas após a missa. Quando o padre André de Soveral levantou a hóstia, as portas da igreja foram fechadas e os holandeses invadiram o local e mataram os 70 fiéis e o sacerdote.

Três meses depois, em 03 de outubro de 1645, aconteceu um novo massacre, sendo na comunidade de Uruaçu, feitos de forma similar ao que aconteceu em Canguaretama.  O padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado pelos holandeses e o fiel, Mateus Moreira, teve o seu coração arrancado. Mais 78 pessoas também morreram.

Alguns historiadores afirmam que os holandeses só realizaram essas chacinas por motivos religiosos, visto que a população das duas comunidades era católica e os europeus eram protestantes. No dia 5 de março de 2000, os padres e mais 27 pessoas foram beatificados pelo Papa João Paulo II. O processo de beatificação foi aberto em 15 de maio de 1988.

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