Manxa, um escultor potiguar

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No ano passado, eu escrevi um texto falando sobre a escultura dos Reis Magos que fica na entrada de Natal, todavia poucos sabem quem foi o artista que fez essa obra. Essa obra foi feita por Manxa e vamos contar a princípio a sua história a seguir.

Sua História

Manxa é o nome do escultor Ziltamir Sebastião Soares de Maria. Ele é filho de Lourdes e do fiscal de renda Teófilo, no qual se casaram e tiveram 12 filhos, no entanto seis morreram ainda bebê pode doenças. Mas, um deles nasceu em 1948, o Ziltamar, que recebeu esse nome por sua mãe querer batizar todos os filhos com a letra Z e o Sebastião, porque ele nasceu em 20 de janeiro, dia de santo do mesmo nome.

O apelido Mancha, inicialmente com ch, recebeu mancha no cabelo, na parte de trás da cabeça, depois ficou branca ao longo que ia crescendo. Por causa disso, recebeu o apelido de “Mancha ou Manchinha”. Quando se tornou artista trocou o ch por x.

Aos 17 anos, ele conheceu o entalhador Zezinho da Ribeira e foi lá que começou levar o ofício de talhador a sério.

Tão a sério que expôs suas esculturas em Washington D.C. (EUA). Morou no estado americano do Maine e teve até verbete na Encliclopédia Delta Larousse, além de expor os mais diversos trabalhos. Porém, ele gastou muito dinheiro e teve que voltar ao Rio Grande do Norte.

De volta à São Vicente

A partir da década de 2000, no entanto, o artista faliu, apesar de em 2006, por encomenda da governadora Wilma de Faria, ter feito a escultura de Sant’Ana, com três metros de altura em Caicó. Voltou, contudo, para São Vicente.

Por conseguinte passou a viver com ajuda da mãe e fazendo trabalhos para prefeituras no interior.

Seu blog Quixabeira News, onde exercia o papel de fiscal de contratos públicos, também fez com que criasse uma rede de inimizades de gente poderosa, tanto que é normal googlar e ver uma briga dele com algum político local. Hoje em dia o blog está desativado.

Passou os últimos dias de sua vida no sítio Camaleão, no distrito de Saco da Luiza, no sopé da Serra de Santana, Manxa tinha uma vida simples. Com a atual mulher, plantava hortaliças para vender na feira.

Suas obras

O escultor tem várias obras espalhadas pelo Brasil e exterior, foi o responsável pela escultura dos monumentos de Uruaçu e Cunhau; do prédio da reitoria da UFRN, mais precisamente na porta do auditório; capela do Campus Central da UFRN; monumento do Machadão; pórtico de entrada da Ilha de Sant’Ana, em Caicó; monumentos em 32 agências do Banco do Brasil; em 16 agências da Caixa Econômica e no Banco do Nordeste.

Manxa também deixou diversas obras em várias empresas no Brasil e no exterior.

O auge de Manxa foi nas décadas de 1970 e 1980, período em que seus monumentos começaram a ganhar identidade entre os conterrâneos.

Além do Sítio, tinha a Oficina D’Arte Manxa.

O local de trabalho com recuperação de monumentos históricos, artísticos, fundição de esculturas e em pesquisas com “Micro Fusão na confecção de próteses com moldes shell na área de Buco- Facial dentro da Odontologia e com pesquisas em próteses na área de Otorpedia”.

A Obra do Pórtico dos Reis Magos

Manxa

Quem entra por Natal pela BR-101 ver um monumento gigante, basicamente é uma estrela cadente feita em concreto protendido, pintada de branco, que à noite fica iluminada, cortando de um lado a outra a BR-101 e, abaixo dela, uma estátua dos Três Reis Magos também iluminada.

A obra se chama Pórtico de Natal e é comum ver vários turistas tirarem fotos próximo ao monumento, uma vez que foi instalado durante as comemorações dos 400 anos da capital potiguar.

Tornou-se rapidamente um dos principais cartões postais de Natal. Foi registrado na época como uma das mais arrojadas construções em concreto armado do Brasil. É ponto de parada de muitos turistas que registram a imagem na sua chegada ou partida da cidade.

Tem uma estrutura de 60 metros, no qual pode ser observada por todos que chegam a Natal pela BR-101.

Representa, portanto, o cometa que orientou os Reis Magos, Baltazar, Belchior e Gaspar, à Belém para o nascimento do menino Jesus.