Conhecendo a história do médico Luiz Antônio

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O Hospital Luiz Antônio é uma unidade de saúde referência ao tratamento contra o câncer e está localizado no bairro das Quintas, atendendo vários pacientes do Rio Grande do Norte. O nome é homenagem ao médico Luiz Antônio Ferreira Souto dos Santos Lima, que nasceu na cidade de Assú, no dia 15 de setembro de 1890. Seu ensino básico foi feito no Atheneu e depois virou médico, farmacêutico e professor. Lecionou história, física e química, no Atheneu Norte-rio-grandense (dentre seus alunos está Luís da Câmara Cascudo); dirigiu a Escola Normal de Natal; foi professor e diretor das Faculdades de Medicina e Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Em Recife formou-se em Farmácia e no Rio de Janeiro estudou Medicina, no qual o seu trabalho de conclusão de curso era intitulado de “Hygiene Mental e Educação” (1927). Luiz Antonio, com o seu trabalho em prol do bem social, liderou campanhas contra o alcoolismo e analfabetismo.

Na parte da medicina, Luiz Antônio Ferreira Souto dos Santos Lima foi um importante médico na área da oncologia e foi o criador do Hospital do Câncer, uma antiga casa de acolhimento, que hoje é administrada pela Liga Norte-rio grandense Contra o Câncer (ele também foi um dos fundadores do grupo). Foi um dos pioneiros a utilizar o tratamento de radioterapia no país.

De acordo com alguns especialistas, ele atendia todas as classes sociais e não cobrava dos mais pobres. O nome da unidade de saúde se transformou em Hospital Doutor Luís Antônio após a sua morte, no ano de 1961.

O Hospital Luiz Antônio

Além disso, ele exerceu o cargo de diretor nos Hospitais Evandro Chagas, Miguel Couto e ainda participou da Associação dos Professores e as Sociedades de Assistência Hospitalar e de Medicina e Cirurgia.

Na política, foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN) no Estado, mesmo partido que elegeu o Jânio Quadros como presidente, e elegeu-se Deputado Estadual, inclusive participando da Constituinte de 1934. Integrou, ainda, a Academia Potiguar de Letras, era marçon bastante conhecido e ainda tinha tempo para participar do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

Seu corpo foi velado no cemitério do Alecrim.