Um filme da Xuxa dirigido por um potiguar

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Quem nasceu na década de 80 e 90 sabe que o perído de férias era marcado pelos filmes da Xuxa, no qual isso durou até os anos 2000. Mas, você sabia que um dos filmes dela foi dirigido por um potiguar? Estou falando do Xuxa Abracadabra, veja o trailer a seguir:

O filme narra a história de Sofia, uma bibliotecária que aceita o pedido do viúvo Matheus, no qual ela tem uma queda por ele, para cuidar de seus filhos, Lucas e Júlia. Na casa da família, ela e as duas crianças caem dentro de um livro mágico e vão parar na terra dos contos de fadas. Xuxa Abracadabra foi desenvolvido com base em um antigo desejo de Xuxa de produzir um filme com linguagem infantil. Xuxa sempre quis fazer um filme que combinasse conto de fadas e folclore de uma forma divertida. A ideia era reunir, em um único roteiro, vários personagens de histórias infantis.

O filme estreou em 18 de dezembro de 2003, arrecadando R$ 11 milhões, e tendo bom desempenho nas bilheterias, com 2 milhões de espectadores. Abracadabra teve recepção negativa dos críticos, mas foi considerada uma melhoria na qualidade em relação aos filmes anteriores de Xuxa.

Moacyr Góes é diretor de teatro, TV e cinema. Criador da Companhia de Encenação Teatral. Lecionou interpretação no curso de formação de atores da Casa das Artes de Laranjeiras (Cal) durante quatro anos, e foi professor do curso de pós-graduação em Teatro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1993, assumiu a direção artística do Teatro Glória, e em 1997, do Teatro Carlos Gomes. Em 2003, foi diretor da Casa de Cultura Laura Alvim. Góes estreou como cineasta, em 2003, com o filme “Dom”, livremente inspirado na obra “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. É formado em artes cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e já ganhou três vezes o prêmio Shell de melhor diretor e duas vezes o prêmio Moliére. É filho do importante pesquisador Moacyr de Góes.

Como diretor, Góes foi desafiado a fugir do tom “caricato” que vê nas produções infantis brasileiras. Góes conta que, ao aceitar o convite de Trindade para dirigir o filme, Góes começou a estudar cinema assistindo a produções de todas as classes sociais. “Em 2002, eu vi cerca de 800 filmes, de Eisenstein a As Patricinhas de Beverly Hills.” O cineasta disse que não teve problemas em sofrer preconceitos porque integrou um formato de produção cinematográfica de ambição comercial declarada. Para viver os papéis do mundo “real”, o de Sofia e os de caráter fantasioso, foi lançado um elenco de 39 atores, muitos conhecidos da TV.[4] As gravações começaram em setembro de 2003 e duraram quatro semanas.

Como nos filmes anteriores da Xuxa, Abracadabra recebeu respostas negativas dos críticos, mas ao mesmo tempo, foi positiva em comparação com as anteriores. Marcelo Forlani, do site Omelete, criticou a produção que ele disse ser “mais uma vez feita apressadamente, sem a menor preocupação com a pré-produção. Escrevendo para o UOL, o mesmo crítico considerou Abracadabra um pouco menos ruim que o filme anterior de Xuxa. Mas não muito. Nem nada significativo.

Escrevendo para a IstoÉ, Mariane Morisawa elogiou a qualidade do filme, escrevendo que “o filme não é o suficiente para ser um Shrek, que brinca muito inteligentemente com os contos de fadas, mas representa um avanço para a Xuxa, ao invés de Xuxa e os Duendes 2”. Da mesma forma, um crítico do Estadão, elogiou o filme considerado superior em relação ao anterior, escrevendo que “Xuxa é mais bonita em Abracadabra do que nos dois filmes de Xuxa e os Duendes, os efeitos do filme são mais bem cuidados”.

O público pesquisado no AdoroCinema deu ao filme uma classificação de três estrelas de cinco com uma classificação de 2,9 pontos. Já do IMDB deu uma pontuação de 1,8 pontos ao filme. Por fim, o público do Filmow, deu uma pontuação de 1,8 pontos ao filme, com base em 2793 votos. Inácio Araújo, da Folha, disse que, contrariamente às produções anteriores, Abracadabra tenta separar as crianças dos consumidores.