Evaldo Braga, um brasileiro no Clube dos 27

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Quando imaginamos no Clube dos 27 pensamos no Kurt Cobain, na Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrisson e Amy Winehouse. Porém, a lista de artitstas da música que morreram aos 27 anos e de causas mais variadas é muito mais extensa que se parece. Existe membros da Espanha, Inglaterra e também no Brasil. Vamos falar da história de Evaldo Braga, um artista de música popular conhecido pela música “Sorria, Sorria” (se você não conhece pelo nome, com certeza você já ouviu a sua tia cantar: ‘Sorriaaaaaaaa, meu bem. Soriaaaaa!’) e estava começando a ter grande sucesso quando foi morto em grave acidente automobilístico.

Nasceu em 1945, na cidade fluminense de Campos dos Goytacazes, e teve infância muito pobre, vivendo parte dela nas ruas. Não conheceu os pais e chegou a ser interno no extinto SAM (Serviço de Amparo ao Menor), hoje conhecido como Febem, onde, por sinal, descobriu seu talento como cantor. Declarou em entrevistas sua grande tristeza por não conhecer os pais. Passou a ter uma grande depressão ao saber que sua mãe teria sido uma prostituta e que o abandonara no lixo, em um cesto. Essa tristeza o levou a se entregar à bebida, fato inclusive, que provocou o acidente que o matou na BR 3, antiga Rio- BH.

O irmão nega que ele foi encontrado no lixo, porém isso não diminui o abandono dos familiares, visto que ele foi filho de um caso extraconjugal e o pai entregou para outra família.

Conheceu em 1967, Osmar Navarro, o produtor e compositor, que o levou para gravar seu primeiro disco, o compacto “Só Quero”, que atingiu o topo das paradas musicais em 1971 e vendeu mais de 150 mil cópias. A música pode ser ouvida a seguir:

Suas canções falavam de decepções amorosas e lamentos da vida, uma delas é intitulada de “Eu Não Sou Lixo”. Alguns críticos de música dizem que foi um dos percursores da música brega, que explodiu principalmente na década de 70, com Waldick Soriano, Odair José, Amaro Batista e dentre outros.

Lançou seu primeiro álbum, “O Ídolo Negro”, sob o selo Polydor, da gravadora Phonogram, no mesmo ano. No ano seguinte, lançou o Volume 2, que continha “Sorria, Sorria”,  que se tornou um hit, consagrando o cantor.

Porém, a sua vida desregrada e cheia de shows, chegando a fazer 75 por mês, fez com que parasse a carreira mais cedo. Era o dia 31 de janeiro de 1973, ele estava a caminho do Rio de Janeiro quando a Variant TL do cantor chocou com uma carreta. Além de Evaldo, morreu o seu empresário Paulo César Lins e o motorista recém-contratado, Harley Lins.  Existe uma teoria que ele não morreu com 27 anos e sim 26 anos, outros dizem que foi aos 25 anos.

A morte do cantor ganhou tanta repercussão que foi destaque em reportagem nos jornais, como essa daqui da revista “Amigas & Novelas”:

Independente da sua história, o cantor deixou álbuns póstumos com músicas inéditas, além de sua biografia ainda está cercada de mistérios.