[Crônica] Sobre amar novamente

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Você falou que se sentia o mais otário por ela ter te ignorado após o presente. Mas, fique tranquilo, todo mundo já foi otário, em menor ou maior escala. As pessoas são seletivas, tem medo de agir e sentir o amor. Nesse período, as asas são cortadas, nós nos achamos uma porcaria e aquela dor de amor irradia parecendo que vai nos queimar. É horrível, eu sei.

As minhas cicatrizes estão marcadas por amores que foram tortos e que deixaram diversas sequelas na minha vida, como autoestima abalada, se seria socialmente aceitável após o término ou se seria atraente tanto no intelecto quanto no corpo. As pessoas não querem se abrir, só querem dominar. No fundo, bem no fundo, não somos apenas uma máquina de fazer sexo.

Amar é um jogo arriscado, meu caro, quase uma fase de chefão de videogame, precisa de muita coragem, pois é um fogo que arde sem ver, como já dizia o poeta.

Ela queima, na verdade. Mas como toda fênix, a gente nasce nas cinzas. Temos chances de escolher novas pessoas.

O lado massa de viver é saber que a gente vai amar novamente, que sentiremos aquele frio na barriga, encaixe dos lábios, anca com anca e rir após o orgasmo. Quando um relacionamento acaba, eu conto as horas de quando vou sentir o amor novamente.

Porque os amores são diferentes, alguns ruins e outros bons, porém são diferentes.

Essas simples e intensos espasmos são sinais de que estamos vivendo, continuar as nossas missões paralelas e entender melhor como funcionamos o nosso corpo.

A gente precisa aprender que amar não é um concurso para atender os pré-requisitos. É encaixe, química e aceitação da vinda de uma outra pessoa na sua vida, com sua intensidade é característica. É o que move a gente.

Permita o amor a adentrar nas suas entranhas e libera o que você sente, permita-se e se alguém te machucar, ame de novo e de novo.