8 dados sobre a desigualdade racial no Brasil

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Recentemente virou notícia que o número de estudantes negros nas universidades públicas passou, pela primeira vez, o de brancos , segundo a pesquisa “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil”, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2018, o Brasil tinha mais de 1,14 milhão de estudantes autodeclarados pretos e pardos, enquanto os brancos ocupavam 1,05 milhão de vagas em instituições de ensino superior federais, estaduais e/ou municipais. Isso equivale, respectivamente, a 50,3% e 48,2% dos mais de 2,19 milhões de brasileiros matriculados na rede pública. Isso mostra que a questão racial nas instituições de ensino superior, apesar de todas as polêmicas que cercam o assunto, está tendo um resultado favorável.

Apesar do dado ser positivo no combate à desigualdade racial no país, os dados das diferenças raciais ainda são alarmantes.

Dia 20 de novembro é marcado pelo dia da Consciência Negra e vamos divulgar outros dados da pesquisa que mostram que ainda precisamos melhorar no combate ao racismo, que vem não só pelo simples fato de ofender uma pessoa pela cor, mas também na desigualdade de oportunidades de emprego, renda, moradia e saúde. O Brechando separou oito dados sobre a questão racial que poderão ser conferidos a seguir:

1) Apenas 29,9% dos cargos gerenciais são compostas por negros ou pardos enquanto 68,6% são ocupados por brancos.

2) A cada 100 mil habitantes de 15 a 29 anos de idade, 98 são negros. Enquanto isso, a cada 100 mil pessoas, 34 brancos são mortos.

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3) 24,4% dos deputados federais do país são negros.

Orlando Silva é um dos deputados federais negros na Câmara Federal

 

4) As pessoas pretas ou pardas formavam cerca de 3/4 dos desocupados (64,2%) e dos subutilizados (66,1%) na força de trabalho em 2018.

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5) Em 2018, enquanto 34,6% das pessoas ocupadas de cor ou raça branca estavam em ocupações informais, entre as de cor ou raça preta ou parda esse percentual xatingiu 47,3%.

6) O recorte tanto por nível de instrução, quanto por hora trabalhada, reforça a percepção da desigualdade por cor ou raça. Em 2018, enquanto o rendimento médio das pessoas ocupadas brancas atingiu R$ 17,00 por hora, entre as pretas ou pardas o valor foi R$ 10,10 por hora.

7) o Censo Demográfico 2010 verificou que, nos dois maiores municípios brasileiros, São Paulo e Rio de Janeiro, a chance de uma pessoa preta ou parda residir em um aglomerado subnormal (favelas) era mais do que o dobro da verificada entre as pessoas brancas. No Município de São Paulo, 18,7% das pessoas pretas ou pardas residiam em aglomerados subnormais, enquanto entre as pessoas brancas esse percentual era 7,3%.

 

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8) A população preta ou parda obteve aumento na utilização da Internet e de posse de telefone móvel celular entre 2016 e 2017, sem superar, porém, a desvantagem observada em comparação à população branca. Em 2016, 59,5% da população preta ou parda acessou a Internet, passando para 65,4% em 2017, ao passo que, na população branca, essa proporção passou de 71,2%, para 75,5%. Quanto à posse de telefone móvel celular para uso pessoal, a variação foi menos expressiva entre esses anos, e, em 2017, 82,9% da população branca possuía telefone móvel celular, diante de 74,6% da população preta ou parda.