Setor de serviços e comércio são os únicos que emprega em CLT no RN

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Um estudo feito pelo Sebrae mostra que nos nove primeiros meses de 2019 as empresas de serviço contratou 45% das pessoas com carteira assinada em todo o estado. Já o comércio é o segundo segmento com mais gente empregada, com 110.162 pessoas contratadas formalmente. Ou seja, apenas esses setores que estão contratando via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Enquanto boa parte dos outros setores estão contratando pessoas via pessoa jurídica, o setor de serviço e comércio respondem por 70,7% do estoque de empregos no Rio Grande do Norte, que, em setembro, chegou a 427,3 mil vagas ocupadas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregado s (Caged), do Ministério da Economia, e constam na edição 45 do Boletim dos Pequenos Negócios do RN, um informativo trimestral elaborado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte que traz os principais indicadores da economia potiguar e os reflexos para o segmento das micro e pequenas empresas.

De acordo com o estudo, o setor de serviços continua na liderança da abertura de novas frentes de trabalho no RN durante os nove primeiros meses de 2019. As empresas ligadas à prestação de serviço foram responsáveis por trazer para o mercado de trabalho formal um contingente de 2.986 potiguares.

O aquecimento o mercado de trabalho formal no RN foi o sétimo melhor da região Nordeste no acumulado do ano. Isso porque os estados de Alagoas e Sergipe apresentaram saldos negativos, em 2.240 e 1.065 vagas encerradas respectivamente, e a Bahia foi recordista em contratações, com um saldo de 38.002 vagas, seguida do Maranhão (9.418 vagas), Pernambuco (5.895 vagas), Ceará (5.090 vagas), Paraíba (4.674 vagas) e Piauí (3.299 vagas).

Segundo o estudo, as microempresas até agora têm segurado as baixas registradas no mercado de trabalho formal e foram as que mais abriram novas vagas até o terceiro trimestre do ano. As organizações desse porte criaram 4.987 novas vagas no RN e foram as únicas a ter um número maior de contratações frente às demissões. As empresas de demais porte todas tiveram baixas de empregados no acumulado do ano.