Morte de Ághata mostra como a Segurança Pública é questionada

Aperte nestes botões para aumentar a fonte:

(Diminuir/Resetar/Aumentar)


O que fazer para acabar com o tráfico de drogas ? É atirar para todos os lados sem questionar ? Chegar atirando e depois perguntando? Todos sabem que violência gera violência, porém poucos sabem que o sangue pode respingar em gente inocente, sem nada haver com essa briga entre “mocinho” e “bandido”. A criança Ágatha Vitória Sales Félix tinha oito anos, a mesma foi morta nas costas dentro de uma kombi no Complexo do Alemão. Ela estava com o avô quando recebeu o tiro. Chegou a ser levada para a Unidade de Pronto Atendimento do Alemão e depois transferida para o hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

Vê a foto da criança vestida de Mulher Maravilha, heroína conhecida pela sua bravura e senso de justiça, é de cortar o coração, principalmente quando a hipótese de que “a carne mais barata do mercado é a carne negra” é real e irrefutável. Segue a mesma linha de raciocínio quando o Exército Brasileiro atira 80 vezes em uma pessoa para descobrir depois que era um músico.

“Foi a filha de um trabalhador, tá? Ela fala inglês, tem aula de balé, era estudiosa. Ela não vivia na rua não Agora vem um policial aí e atira em qualquer um que está na rua. Acertou minha neta. Perdi minha neta. Não era para perder ela, nem ninguém”, disse o avô.

Isto mostra o estudo que a Polícia Militar do Rio de Janeiro é a que mais mata pessoas. De acordo com a revista Piauí, 2018 foi o ano responsável pela morte de 9 a cada 100 mil habitantes e mostra um crescimento sem parar nos últimos cinco anos.

Em 2018, foi recorde. Os dados iniciais de 2019 apontam para nova alta. De janeiro a julho, policiais do Rio de Janeiro mataram 1.075 pessoas – o dobro de mortes cometidas pela polícia dos Estados Unidos nesse mesmo período

A taxa de mortos foi cerca de 5 vezes a taca de mortes provocadas pela polícia de São Paulo. Aí vem o questionamento de saber se a ação policial em atirar e depois perguntar é a melhor forma.

A atitude policial mostra que como nossa ação ainda é retrógrada, arbitrária e até mesmo truculenta, principalmente na região periférica, onde é conhecida pela falta de ações de políticas públicas, desde o saneamento básico até a falta de medicamentos para a população. Fazendo, assim, que a população não acredite mais no bem da Polícia Militar.

A morte de Ágatha e outros menores de idade no Rio de Janeiro também acontece em outros estados brasileiros. No Brasil, 6.160 pessoas morreram nas mãos da polícia em 2018. Dessas, 1.534 foram mortas no Rio de Janeiro. Ou seja, a cada 4 mortes cometidas pela polícia no Brasil, 1 foi no Rio de Janeiro.

Agora, terminamos com o seguinte questionamento: Vale a pena matar e depois perguntar se é um inocente?