Quadra de escola do conjunto Cidade Satélite está abandonada

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Apesar da gente ter sido destaque no Pan Americano do Peru e por ter sediado uma Olimpíada, o problema de incentivo do esporte ainda acontece. Exemplo disso acontece na Escola Estadual Antônio Pinto de Medeiros, em Cidade Satélite, no bairro de Pitimbu, onde alunos iniciam o ensino fundamental nos últimos anos e chegam ao Ensino Médio sem nunca ter formado um time em alguma modalidade ou sem saber, na prática, o que são aulas de Educação Física fora da sala de aula.

Hoje a quadra, que deveria ser usado para a prática esportiva dos mais de mil alunos da escola, virou teto improvisado para pessoas em situação de rua e espaço aberto para usuários de drogas.  A obra, iniciada há pelo menos quatro anos, foi abandonada pela metade e sem nenhuma justificativa. A denúncia foi feita pela jornalista Marina Cardoso,  que atualmente trabalha no Projeto Potiguar, que acompanha a mais de seis meses as três turmas de 9º ano da escola.

Em entrevista feita por Marina, um dos alunos, que sonha em ser advogado para “ajudar às pessoas injustiçadas”, diz que acha um desperdício de terreno. “Essa quadra deveria ser muito mais do que é hoje. Poderia ser usada para que os alunos estivessem mais próximos dos seus sonhos, de ser alguém melhor na vida”, avalia.

De acordo com dados do Portal da Transparência e do Portal das Obras, entre 2014 e 2015, ao menos 10 projetos de obras de construção de quadras em escolas de Natal foram iniciados. Cada um com investimento total de R$489.622,49. Porém, ainda de acordo com os portais, nenhuma foi concluída. A maior parte delas apresenta um andamento de obra inferior a 65%. O investimento da quadra de Pitimbu foi realizado pelo Ministério da Educação e fazia parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), sendo o Governo Estadual o responsável pela execução.

As fotos da quadra abandonada pode ser vista a seguir:

De acordo com a jornalista Marina Cardoso, “Muito além da falta de um espaço físico para prática esportiva, o reflexo do abandono da obra é percebido na falta de interesse e nos altos índices de evasão escolar entre os jovens de 14 a 17 anos”.