Minha avó está com smartphone: 25% dos idosos estão na internet

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Recentemente, a minha avó Áurea, de 87 anos, adquiriu o seu primeiro smartphone, no qual comprova a estatística de que os idosos estão entrando no mundo digital, no qual há quase dois anos foi divulgado um estudo do Comitê de Gestor de Internet, conhecido pela sigla do CGI, sobre o uso da internet em domicílios.  “[A pesquisa] aponta para o protagonismo dos jovens e o relativo retraimento daqueles que formam família e, mais ainda, dos idosos. A variável que pode equilibrar esses efeitos da idade é a do nível do diploma”, disse o CGI.

Agora vovó está nos 25% dos idosos que tem acesso à internet e está empolgada a entrar no mundo virtual.  A proporção de domicílios com acesso à Internet no país chegou a 61%, uma estimativa de cerca de 42,1 milhões de domicílios, o que representa um aumento de sete pontos em relação ao percentual observado em 2016.

Apesar do crescimento da quantidade dedomicílios conectados, as desigualdades regionais e socioeconômicas persistem em níveis semelhantes, com maiores percentuais de domicílios conectados em áreas urbanas (65%) e nas classes A (99%) e B (93%), frente a percentuais ainda reduzidos entre domicílios de áreas rurais (34%) e classes D e E (30%). Dos idosos que usam a internet, 87% das pesssoas usam apenas em casa, 7% nbo trabalho, 1% na escola ou estabelecimento de ensino e 2% na casa de outras pessoas.

Minha família sempre foi bastante buliçosa e adora brechar as coisas, minha avó não podia ser diferente, embora ninguém tenha estimulado a usar um celular que pareça um mini-computador, somente o mercado que conseguiu deixar o telefone smartphone quase do mesmo preço daquele sem internet. Então, foi assim que vovó adentrou ao mundo da tecnologia, no qual está cada vez mais sendo ensinada pelos integrantes da família.

No vídeo a seguir mostra ela aprendendo mexer um pouco do celular com a minha mãe:

Enquanto minha avó está começando a usar aplicativos de mensagens e trocar telefonemas em um telefone com tela sensível ao toque, quase todos os brasileiros já aderiram à essa prática.  De acordo com a pesquisa do CGI, o número de usuários de Internet no Brasil chegou a 120,7 milhões, o que representa 67% da população com dez anos ou mais. Desses, quase a totalidade (96%) usou a Internet pelo telefone celular, sendo que 49% deles utilizaram a rede apenas por meio desse dispositivo. Pela primeira vez, a proporção daqueles que usaram a Internet exclusivamente em telefones celulares chegou ao mesmo patamar daqueles que a usaram tanto pelo computador quanto pelo celular (47%).

Vovó, aprendendo mandar mensagens, mostra que está na estatística da maioria dos idosos, que 79% utilizam a internet do celular para mandar mensagem e 63% já realizaram uma videochamada. Mas, 10 % da pessoas de terceira idade estão adentrando no mundo dos blogs e querendo criar o seu próprio conteúdo na internet.

Um dos dados interessantes é que 12% dos idosos que utilizam a internet já escutaram música usando a internet, seja baixando música ou ouvindo em plataformas de streamings. Ainda preciso ensinar a vovó escutar os seus hinos de louvor, já que ela anda com um rádio o tempo todo.

Mas, é bom o idoso ter acesso à internet ?

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A tecnologia permite ao indivíduo estar mais integrado em uma comunidade online, nos colocando em contato com parentes e amigos, em um ambiente de troca de informações, aprendendo junto e oferecendo a oportunidade de descoberta das próprias habilidades. Tais atividades potencializam as expectativas de um futuro com melhor qualidade de vida, pelo sentimento de integração na sociedade. Dessa maneira, o interesse das pessoas com mais de 60 anos pelo mundo virtual está crescendo em ritmo acelerado, conforme uma pesquisa do Instituto Locomotiva, que mostra que enquanto o número de brasileiros conectados na internet cresceu mais de 100% nos últimos oito anos, o aumento para os internautas da terceira idade foi de quase 1000%.

A Pew Research Center relata que um terço dos americanos adultos de 65 anos ou mais dizem que nunca usam a internet, e aproximadamente metade (49%) dizem que não possuem serviços de banda larga em casa. Enquanto isso, mesmo com os ganhos recentes, a proporção de pessoas idosas que dizem que possuem smartphones é 42% menor do que as idades 18 a 64. No Brasil, dos mais de mais de cinco milhões de idosos que estão conectados à internet, a  maioria está na região Sudeste (60%), e pertencem às classes A e B.

De acordo com a escola Happy Code, o aprendizado tecnológico depois dos 60 anos possibilita novas descobertas, novas experiências e novas vivências resultando no grande aprimoramento das demais habilidades sem perder os valores ou objetivos de vida. Os idosos podem utilizar as redes sociais como mecanismo de diálogo com amigos e familiares, inserção social e busca de informações para estarem atualizados sobre o que acontece no mundo todo. Estar on-line também oferece aos idosos uma ferramenta para gerenciar e pesquisar problemas de saúde e uma maneira de aumentar a atividade cerebral.

Instituto Metrópole Digital e inclusão digital

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Dentro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte existe o projeto de extensão “Inclusão Digital para Idosos”, do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), vai iniciar seu período de inscrições para novas turmas no dia 1º de abril. A iniciativa se constitui em um curso gratuito para pessoas com mais de 60 anos de idade que queiram aprender a utilizar ferramentas de informática do diaadia, como redes sociais, aplicativos de mobilidade e e-mail.

Para realizar a inscrição, o interessado deve comparecer à secretaria do Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI), na sala B116 do IMD, portando documento de identificação para comprovar a idade. A sala fica em funcionamento das 08h ao meiodia e das 14h às 18h.

Ao todo, são mais de 150 vagas, divididas entre 10 módulos, possibilitando ao interessado escolher quais deles deseja frequentar. As vagas serão preenchidas de acordo a ordem de chegada, obedecendo à divisão de 75% delas para ampla concorrência e 25% para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica que comprovarem inscrição no Cadastro Único do Governo Federal.

Para mais informações, como datas e horários de cada módulo, acesse o site do projeto clicando aqui. Também é possível entrar em contato pelo e-mail inclusaodigital@imd.ufrn.br e pelo telefone 3342-2216, ramais 138, 204 e 114.