[Crônica] Os mini-sustos da vida

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Todos os dias temos os pequenos sustos diários, uns com menores intensidades, outros bem mais intensos e alguns engraçados.

O nosso primeiro é com o som do despertador, que nos retira da melhor parte do sonho, o clímax, ou ajuda a nos salvar de um pesadelo terrível que estávamos passando. Para alguns os sonhos são as nossas zonas de conforto. Depende do seu ponto de vista.

Depois é o banho, com o choque ao apertar a torneira (quem tem chuveiro elétrico sabe muito bem o que estou falando) ou sentir a gélida água e descobrir que a resistência da ducha queimou. Para certas pessoas, o banho gelado é aquele acorda e arrepia todos os poros do corpo.

Ás vezes é o latido do cachorro, quando invento de entrar no quarto dos meus pais enquanto dormem. Ou os dedos sendo queimados ao tatear aquele misto quente para comer no café da manhã.

Toda saída ao trabalho é um mini-susto diferente, desde aquele carro que não pega nem rezando um rosário inteiro ou os barulhos estridentes. Ou pensar que aquele cara de boné era um ladrão que vai roubar o teu fígado.

Após as paranóias ao sair de casa, vem o trânsito e, novamente, os mini-sustos, quando passa em buraco e está certa de que o pneu fora rasgado naquele instante ou bate a cabeça no teto do carro ao passar numa lombada em alta velocidade.

Mini-susto é quando você é recepcionada por aquele crush esquisito-bonito do trabalho e dá aquele frio na barriga.

Por falar em trabalho, sempre vai ter um momento de tensão quando acha que fez besteira ou esqueceu de enviar um arquivo super-hiper importante. Ou a alegria de ter realizado uma missão impossível.

Os mini-sustos aparecem na hora da rotina, mas também nas horas de descanso, no qual considero os piores momentos, pois não estamos preparados para aquela tal situação, como:

  1. Esqueceu celular em algum lugar que não seja em casa.
  2. A camisinha estourou.
  3. Esquece de comprar os ovos no supermercado,
  4. Vou ter que pagar um conta do boleto com juros.

A vida mostra que temos esses sustos para mostrar que os obstáculos da vida nem sempre são tão visíveis assim.