Natalense cria campanha para estudar Direito Internacional na Holanda

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Fazer mestrado precisa de muitos recursos financeiros, visto que precisa fazer viagens, comprar livros e estudar bastante para criar novas teorias e descobertas sobre um determinado assunto. A natalense Ana Carolina Revorêdo (foto acima do título) conseguiu passar em um mestrado e vai estudar Globalização e Direito na Holanda. Porém, não possui recursos para se manter na Europa, além de seus pais, funcionários do Estado aposentados, estão com os salários atrasados. Assim, ela resolveu utilizar uma campanha de financiamento coletivo para ajudar a se manter.

Carolina, desde o início da graduação em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), teve interesse nas áreas de Direitos Humanos e Direito Internacional, no qual virou uma paixão verdadeira. Por isso, ela participou de Simulação de Organizações Internacionais (que reproduz conferências da ONU e outras instituições de renome) e do programa Motyrum de Educação Popular em Direitos Humanos, ambos promovidos pela UFRN.

“No Montyrum tive a oportunidade de levar para crianças e adolescentes de zonas periféricas, para além da minha cidade, a discussão de temáticas, tais como: o direito à educação e a saúde, o combate a violência, o poder da participação política, a igualdade de gênero, a importância da diversidade e da tolerância entre as pessoas, focando também nos deveres que esses jovens têm enquanto cidadãos brasileiros. Com essas experiências, pude ver o impacto positivo que minhas ações podem ter na sociedade e na vida das pessoas, motivando-me a permanecer na luta pela promoção e proteção desses direitos, despertando em mim um forte compromisso, especialmente com o direito a uma educação de qualidade”, contou a jovem em entrevista ao blog.

Revorêdo lamenta o fato das pessoas associarem o Direitos Humanos à proteção de bandidos. “As pessoas quando escutam a palavra “Direitos Humanos” não percebem que eles são direitos básicos à educação. saúde. moradia, segurança… E nós que defendemos a proteção desses direitos temos que ensiná-los através de ações, diálogo e exemplos”.

Foi a partir de experiências na universidade e diálogos com a população, a bacharel em Direito conseguiu alçar voos pra lugares distante. Ela morou em Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde participou de um programa da Organização das Nações Unidas e a ajudou a consolidar a ideia de trabalhar como diplomata. Neste ano, a Ana Carolina foi aceita para o Programa de Mestrado de Globalização e Direito da Universidade de Maastricht, na Holanda, que está entre as 100 melhores universidades do mundo na área.

“Por meio dele, estou certa de que poderei alcançar minhas ambições profissionais a médio e longo prazo, bem como reforçar a minha atuação como um agente de mudanças e uma liderança jovem na promoção de melhorias sociais para o meu País”, comentou.

Após inúmeras tentativas de como angariar esse dinheiro para se manter na Europa, a ideia de fazer um financiamento coletivo veio a partir da ideia do namorado, que também trabalha na área do direito.

“O que mais me motiva a querer realizar esse mestrado é a crença de que as mudanças que pude enxergar nos trabalhos que fiz parte, em projetos e extensão universitária ou minhas experiencias para além do âmbito universitário, podem ganhar uma amplitude cada vez maior e eu posso fazer um impacto positivo na vida de mais pessoas ao meu redor”, disse a jovem.

Para acessar a campanha é só acessar este link.