Dia Mundial Contra AIDS: 20 fatos da doença no Brasil e RN

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1º de dezembro é o Dia Mundial de Combate à AIDS. A doença é a sigla para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e provoca danos ao sistema imunológico causado pelo vírus HIV, interferindo na capacidade do corpo de combater infecções.  A epidemia de AIDS é hoje um grande problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

No Brasil a doença é considerada uma das principais causas de morbimortalidade, sendo dotada de vários perfis epidemiológicos. Confira 20 fatos sobre a doença no Brasil e Rio Grande do Norte:

1- No período de 2003 a 2012, o Brasil apresentou um aumento de cerca de 2% na taxa de detecção de casos de AIDS, no entanto, observaram-se diferenças significativas nas tendências das taxas nas macrorregiões do país.

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Infográfico explica como está a AIDS nestes 30 anos

 

2- Observou-se uma diminuição de 18,6% na taxa de detecção na Região Sudeste e 0,3% na Sul, enquanto nas demais regiões observou-se um aumento, sendo de 92,7% na Região Norte, 62,6% na Nordeste e 6,0% na Centro-Oeste.

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Esses são os dados dos novos infectados em 2013

3- No mesmo período, dentre as 27 Unidades Federadas, observou-se aumento na taxa de detecção em alguns estados, com destaque para Amapá (+146,3%), Amazonas (+137,4%), Piauí (+133,9%), Tocantins (+107,5%), Maranhão (+106,2%) e Rio Grande do Norte (+103,2%).

4- O Estado do Rio Grande do Norte notificou 4.666 casos de AIDS no período de 1980 a 2013 e 1.269 óbitos que tinha por causa básica AIDS, no período de 1980 a 2012.

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5- No período de 2000 a 2012 o Estado do Rio Grande do Norte registrou um total de 2.785 casos de AIDS.

6- Em 2012, a maioria dos homens potiguares tinham AIDS do que as mulheres. Enquanto 5 mulheres a cada 100 mil habitantes portavam a síndrome, os homens eram 15 para 100 mil pessoas.

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7- O Brasil foi um dos primeiros países, dentre os de baixa e média renda a fornecer tratamento gratuito para pessoas que viviam com AIDS – em 1996 pelo Serviço Único de Saúde (SUS).

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8- Essa é a taxa de prevalência das pessoas que são infectadas pela AIDS:

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9- De acordo com dados do último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, o crescimento de AIDS na juventude (15 a 24 anos) continua sendo uma preocupação importante e as ações nesse segmento tem de ser intensificadas.

10- Clique neste link aqui e saiba quais são as cidades potiguares que tem o Serviço de Atenção Especializada A Pessoas Vivendo Com HIV.

Hospital Giselda Trigueiro, uma das unidades de saúde em Natal que atendem os pacientes com AIDS e portadores de HIV
Hospital Giselda Trigueiro, uma das unidades de saúde em Natal que atendem os pacientes com AIDS e portadores de HIV

11- Somente em Natal, entre os anos de 2012 e 2014, as notificações de novos casos subiu 141,2%. Os jovens entre 20 a 34 anos são os que apresentam maior índice de infecção.

12- O Rio Grande do Norte é o estado brasileiro em que mais houve aumento no número de mortes provocadas pelas Aids.

13- No ano de 2014, a cidade de Mossoró registrou 570 pessoas que são portadoras de AIDS.

14- Segundo dados do último Boletim Epidemiológico DST/Aids e Hepatites Virais do RN, a epidemia de aids no estado teve início em 1983, com o diagnóstico do primeiro caso.

15- Já em gestantes, o estudo Sentinela Parturiente estima que por ano haja em torno de 105 gestantes infectadas com o HIV no estado do RN.

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16- Com relação aos óbitos, de 1980 a 2012, 1.269 mil pessoas morreram com a doença no Rio Grande do Norte, de acordo com o Ministério da Saúde.

17- O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado.

18- O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da aids, pode transmitir o vírus, por isso é importante o uso de preservativo em todas as relações sexuais.

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Camisinha sempre!

19- No início da epidemia, o acesso ao diagnóstico do HIV era bastante restrito, assim como as formas de prevenção e tratamento, ou seja, muitas pessoas morriam e não sabiam que era em decorrência da AIDS.

20- O Brasil hoje tem uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de baixa e média renda, com mais da metade (64%) das pessoas vivendo com HIV recebendo TARV – segundo os dados mais atuais do Ministério da Saúde – , enquanto a média global em 2015 foi de 46%.