[ARTIGO] O que aprendemos com a Princesa Leia?

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Pode ser denominado um artigo de uma pessoa que gosta muito da série Star Wars, que está triste pela perda da atriz Carrie Fisher, que faleceu aos 60 anos nesta terça-feira (27), vítima de uma parada cardíaca.

É uma pena que a persona que deu a vida à Princesa Leia tenha deixado num período em que os acontecimentos da série de George Lucas estão cada vez mais reais, no qual existe a intolerância de todos os lados, pessoas temíveis prometendo ser salvador da pátria estão no poder e o pessoal sofrendo por perder um lar.

Primeiramente, ela não é aquela princesa estereotipada que os contos de fadas e os antigos filmes da Disney.  Aquela que deve ficar sempre em perigo e esperar o príncipe da vida para salvá-la. Ela nunca foi assim.

Era uma diplomata, sabia usar armas para se defender, além de ter “a força” forte dentro de si por ser filha do Anakin Sywalker. Leia também sabe lutar, pilotar, criar estratégias de ataque e consertar naves espaciais. Às vezes, a princesa era melhor do que Luke Skywalker, seu irmão.

Mesmo reconhecendo a sua posição privilegiada, tinha a noção que nem todo mundo estava bem como ela e mesmo assim queria lutar pela igualdade de todos.  Ela podia se apaixonar, mas Princesa Leia tinha as suas próprias convicções e não era influenciável.

A Princesa Leia perdeu seu planeta de criação pela Estrela da Morte, foi vítima por se opor ao determinado poder, foi presa, teve que enfrentar os opositores com unhas e dentes e mostrou que mulher pode entrar na política e falar bonito. Além disso, ela mostrou que a maternidade não é aquela coisa perfeita como todos falam e que ela sofreu quando seu filho fez coisas terríveis.

Ela mostrou que não é apenas um rosto bonito, mesmo sendo forçada a colocar um biquini esquisito após virar escrava de Jabba para conseguir libertar Han Solo daquele lugar. Apesar de muitos nerds amarem aquela roupa, o filme queria mostrar que isso não deveria ser glamourizado.

O legado da Princesa Leia não é a sua sensualidade imposta, mas a sua força, construída sem estereótipos em um universo antes considerado masculino.

Obrigada, Carrie Fisher, descanse em paz!