Conhece o jogo Dolmen? Ele é genuinamente potiguar

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Antes, a produção de jogos era focada apenas em Estados Unidos e Japão, mas hoje as coisas estão mudando, visto que existem empresas produzindo aqui no BR. Mais precisamente em Natal. Estou falando dos meninos da Massive Work Studio, que em 45 dias criaram um jogo chamado Dolmen e já foi destaque no Brasil Game Show (BGS), maior evento especializado nas terras tupiniquins e também da América Latina.

Com certeza eles vão estimular os meninos e meninas que estão fazendo cursos de desenvolvimento de jogos em Natal. Vale lembrar que o Brasil já é o 4º maior consumidor de jogos digitais do mundo, à frente do Reino Unido, Alemanha e Espanha. Um contraste diante desse posicionamento é a baixa expressividade da indústria brasileira de jogos digitais no cenário mundial.

Tudo começou em abril deste ano, quando o programador Felipe Machado se juntou com Allan Marlon, especialista com arte em 3D. Juntos, eles se uniram para fazer um jogo. Logo depois entraram em contato com um amigo especialista em concept art e level design, Lucca Medeiros, para ajudá-los.

“Por se tratar de um projeto bastante ambicioso e bem trabalhoso logo perceberam que precisariam de um diretor de projeto e foi quando convidaram Henrique Heltai, outro amigo de longa data, para integrar a equipe que passou a se chamar Projeto Dolmen. A partir da chegada de Henrique Heltai o projeto passou a tomar corpo e foi quando surgiu a ideia de criar a empresa Massive Work Studio e apresentar o Projeto Dolmen na Brasil Game Show 2016”, disse Pedro Henrique Bastos, responsável pela comunicação do grupo.

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Como é Dolmen?  Você toma o controle do tenente Willian Arns, cientista integrante do projeto Zoan de exploração espacial. O jogador ajudará o tenente, que foi sequestrado, a fugir de um lugar específico.  A medida que avança neste ambiente desconhecido você terá que se adequar a atmosfera para sobreviver. Será preciso obter um traje espacial para adentrar determinadas áreas, gerenciar a quantidade de ar em seu traje e interagir com painéis de tecnologia alienígena para habilitar a fonte de energia que possibilitará o acesso para outras áreas através de portas e elevadores.

Ao ganhar acesso a novas áreas, o personagem irá se deparar com novos inimigos que além de aparecer em maior quantidade também terão um grau maior de dificuldade.

Ao longo do percurso o personagem vai ter que resolver alguns quebra-cabeças não apenas para ganhar acesso a novas áreas, adquirir ar ou iluminar o ambiente mas também para descobrir mais sobre os acontecimentos de quando ainda estava em animação suspensa, como foi parar naquele local e também mais informações sobre os seus raptores.

Só olhar o teaser que você enxerga que o projeto é grande e tem a intenção de atrair outros países:

Já o Lucca Medeiros contou que esta foi a primeira experiência de trabalhar com games, apesar de já trabalhar como ilustrador há quatro anos. “Em 2012 mais ou menos, eu decidi levar a ilustração como profissão, e como já estava bem acostumado com esse meio, pendi automaticamente para a arte conceitual de jogos”, comentou.

Rapidamente, eles apresentaram o projeto no evento. Durante o BGS, eles conseguiram uma rápida repercussão na imprensa nacional, como UOL, Globo, TecMundo e um site francês.

“O feedback foi incrível e superou as nossas expectativas”, comemora o Pedro Henrique. Na BGS, eles apresentaram apenas o protótipo, ainda vai demorar para que o jogo pode ser lançado. “No momento o nosso foco é o Dolmen, porém estudamos a necessidade e viabilidade de fazer projetos menores paralelos”, explicou Pedro.

Após o sucesso no BGS foi um passo para poder criar a Massive Work Studio. Depois de passar pelos processos burocráticas de criar uma empresa, agora eles querem expandir a equipe para 20 profissionais. De acordo com Pedro Henrique, eles já receberam “diversos currículos mesmo antes de começar o processo seletivo, tanto de Natal como de toda parte do Brasil’.

Mesmo com os sucessos, eles sabem que produzir jogos no Brasil ainda é muito difícil. “No Brasil ainda existe um certo preconceito relacionado ao desenvolvimento de jogos digitais, enquanto em outros países isto já é visto como cultura e educação. Recentemente o Brasil deu um passo importante ao incluir este ramo nas leis de incentivo a cultura, como por exemplo, na Lei Rouanet. Ou seja, apesar de tardio, o incentivo pela parte do governo está começando a aparecer. Várias faculdades estão incluindo em suas grades o curso de desenvolvimento de jogos, oferecendo incubadoras, etc”, finalizou Pedro Henrique Bastos.

Para saber mais do jogo é só acessar este link.