O Anjo Azul teve a sua morte definitiva

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A Tribuna do Norte publicou o fim real da estátua Anjo Azul, de autoria de Jordão. Os pedaços que restou da obra saíram na praça do conjunto Alagamar, no bairro de Ponta Negra. Os pedaços no entulho, conforme a imagem acima, mostra o enterro de um impasse entre a Prefeitura e a Associação dos Moradores.

Por falar na fotografia, essa mesma imagem postada na Tribuna está circulando nos grupos de Whatsapp voltados a história e cultura de Natal, no qual muitas pessoas lamentaram o triste enredo, visto que foram anos de descaso.

História do Anjo Azul

Desde 2012 os pedaços da estrutura estavam jogados primeiramente em uma praça do conjunto Alagamar, zona Sul de Natal. Até o momento, nem a Associação dos Moradores e muito menos a Prefeitura montaram a estátua de volta. O local ficava instalado numa casa onde funcionava uma galeria do mesmo nome.

O artista Jordão, criador do Anjo Azul, implorou para a imprensa que a sua obra não fosse totalmente destruída, uma vez que novos proprietários não tinham interesse.

Primeiro lugar do anjo

O nome é Anjo Azul por ser homenagem ao nome da galeria no final da Avenida Hermes da Fonseca e juntava diversas obras de artes Made In Rio Grande do Norte. Funcionava até 2010, quando uma loja de tapetes na mesma avenida comprara a casa.

A estrutura tinha 12 metros, 28 anos toneladas e era feita de concreto e ferro. Além disso, ela era pintada de azul celeste.

O Anjo Azul por inteiro
O Anjo Azul por inteiro (Foto: Potiguarte)

Os novos proprietários, então, pediram para que a estátua saísse do imóvel. Após uma  demorada negociação com a Prefeitura, a estátua foi removida e anunciou que iria ser colocada no conjunto Alagamar.

Nem a nova loja surgiu e muito menos a estátua

Pelo contrário, os pedaços continuam lá e algumas peças já não podem ser mais vistas, como a cabeça do anjo. Sem contar que o artista já tentou transferir esta estátua para a praia de Caraúbas, em Maxaranguape, e para o município do Monte das Gameleiras. Nada feito.

A justificativa da Prefeitura é que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) só arcou com a retirada das peças e que a montagem é de responsabilidade dos moradores. Já a Associação dos Moradores diz o contrário.

A loja em questão nunca abriu e a casa onde ficara a Galeria do Anjo Azul está para alugar. Ou seja, hoje foi a prova que a estátua foi destruída por puro capricho.