Primeira vez da Minha Mãe em um Jogo de Futebol Americano

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Antes fosse nos Estados Unidos, uma mãe de Ohio, terra do futebol americano, onde fica o Hall of Fame do esporte. Ou uma mãe texana, como a estereotipada de Sheldon de The Big Bang Theory, ao qual personagem afirma que, mesmo detestando esporte, todos no Texas conhece bem o futebol da bola oval, por o consumirem do café da manhã até o jantar. 

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Mas foi uma mãe de Natal, não só minha mãe, Dona Enilda, ou simplesmente Enilda, ao qual herdo o nome em versão masculina com a vogal  “O”, claro.

Mas deixando os concomitantes de lado, vamos ao jogo… ou melhor, história. Aliás! Ambos!

Minha mãe sempre gostou de esporte, há mais ou menos uns trinta anos, não só prática em academia ginástica e musculação, como já deu aulas dos mesmo e até foi dona de um estabelecimento do tipo por um tempo. Esporte praticamente corre em seu sangue. Então, visto isso e como ela adora ir em eventos esportivos, disputas como futebol da bola redonda e outras, resolvi convidá-la para assistir o futebol americano.

Era o segundo jogo do Bulls Potiguares, pela BFA (Liga Brasileira de Futebol Americano, pela primeira divisão) contra o Tropa Campina, equipe da mesma divisão Nordeste (grupo regionalizado da Liga), que ambos possuíam até então duas partidas, mas não tinham ganhado nenhuma.

Contamos ainda com uma carona do paizão para chegar ao estádio Arena das Dunas. 

Durante o jogo na Arena das Dunas

Então chegamos. Pelo fato de ser uma nova participante no evento e admiradora de esporte em geral, a tratei de fazer chegamos duas horas antes, na abertura dos portões. Motivo ? Para explicar à mãe as regras básicas do esporte, assistir ao aquecimento.

Realmente ela adorou toda essa parte, achou curioso o número enorme de jogadores, 55 no total em cada time. Ficamos impactados ao assistir esta parte e além do aquecimento físico ainda podemos presenciar o ensaio de jogadas.

A primeira coisa que vimos foi o time de especialistas fazendo retornos de Punt , quando o time que detém a posse de bola (geralmente na 4°, das 4 possíveis para conseguir uma nova séria de 4 chances) e devolvê-la o mais longe possível para o adversário.  Também vimos jogadas de ataque, quando os 11 do time de ataque possuem as quatro chances para avançar 10 jardas.

Além disso, o time de defesa treinando tackle (que são as grandes agarradas de dados para evitar o avanço dos jogadores de ataque com a posse de bola). Ela adorou tudo e ai já quem veio como amante de esporte no sentido generalista já tinha começado a gostar do “novo” esporte que descobrira.

O jogo começou com cada time evitando um ataque, com a primeira posse de bola para a equipe da Borborema.

Já na segunda posse de bola os Bulls desceram bem e com ótimos avanços por corrida terreste e marcaram o primeiro TD, mas erraram o chute de conversão de bonificação (free kick), começando o jogo com 6-0. Até ai não esperaria o massacra que se seguiu. O resultado final por 49-6, fazendo com isso os Bulls Potiguares terem sua primeira vitória e colocando algumas estatistas para seus jogadores entre os melhores do campeonato, como o QB Omar com 770 jardas completadas em seus lançamentos, o corredor Felipe Erick com 387 jardas completadas e o Punter Leozão com 51 de média nos punts.

Quanto a mãe adorou, fez parte da olá, gritou o nome do time, sem antes confundir perguntando se o nome do time era Defesa! Que na verdade era o grito vindo das torcidas e alardeado pelo auto-falantes quando time da casa tinha que se defender. Vibrou mais, mais muito mais que eu, que sou acostumado com o esporte e virou fã do time.

No decorrer da partida foi entendendo melhor as jogadas e vibrando. Como resultado final, além da vitória acachapante dos Bulls que os deixam vivos na conferência Nordeste, ainda com chances de classificar e tendo o confronto próximo no dia 2 de Setembro contra o outro time do Estado na mesma divisão, o UFERSA Petroleiros na ensolarada Mossoró. Consegui uma nova fã para o FA, ainda mais o local, torcedoras do Bulls, que fez questão de eu comprar uma camisa para ela e traze-la para o próximo jogo.

E assim começou um domingo que levei uma mãe, a minha já apaixonada por esporte e ainda começar a amar um novo esporte, que já gosto muito o futebol americano.


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