Crime tenebroso que aconteceu em Capim Macio na década de 70

Compartilhe:

O ano era 1975. O mês era agosto. Na época Capim Macio era uma região longínqua de Natal e era abrigado por diversas granjas, tanto que a granja que será falada se chama “Capim Macio”. Uma delas pertencia a professora alemã Ruth Carolina Marta Looman e ela morava com a mãe, as três filhas e a empregada doméstica, de 14 anos e estava grávida. Ainda tinha o José Vilarim Neto, o caseiro, de 25 anos, sendo descrito como um homem baixo e moreno, mas prestativo e considerado um bom ajudante de serviços pesados.

Vilarim havia sido demitido e na noite do dia 8 de agosto matou com um rifle de calibre 12 as duas filhas mais velhas de Ruth Carolina, Carla e Anthonieta, a mãe e a empregada. Feito isso, ele foi ao quintal da casa e cavou um grande buraco, onde pretendia colocar os corpos.

Ruth não estava em casa quando aconteceu o crime. Ela chegou na granja junto com a caçula Astrid enquanto o assassino estava lá. O ex-caseiro tentou matar a dona da granja, desferindo dois disparos que lhe atingiram o maxilar e o ombro. Apesar de ter sido ferida, ela conseguiu desarmá-lo e se trancou com Astrid, conseguindo sobreviver. O caseiro, por sua vez, fugiu.

Ruth e Astrid buscaram ajuda e foram encaminhadas para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Vilarim passou a ser caçado e virou o “Monstro de Capim Macio”. Na época, todos os jornais da capital potiguar começaram a relatar sobre o caso. 15 dias depois Vilarim foi capturado em uma granja próximo a Macaíba, pelo delegado Maurílio Pinto, coordenador-geral da Polícia Civil na época.

Vilarim, o acusado de ter feito a chacina
Vilarim, o acusado de ter feito a chacina

Quase cinco anos depois Vilarim sentou no banco dos réus, sendo acusado da prática de quatro homicídios, necrofilia e lesão corporal. Foi condenado a 132 anos de prisão e mais 2 anos de medida de segurança. Consta que esta foi a maior sentença já aplicada na história da justiça criminal do Rio Grande do Norte. Chegou a ser conduzido para a Penitenciária João Chaves, o “Caldeirão do Diabo”, mas fugiu e ninguém soube do paradeiro do mesmo.

Já as sobreviventes continuaram em Natal, onde continuaram fazendo as suas atividades cotidianamente.


Sobre Lara Paiva

Oi, eu sou o Goku. Mentira, meu nome é Lara. Sou jornalista formada pela UFRN, natural de Natal. Sempre fui de humanas. Tem um blog para expor as suas curiosidades e anseios desta vida e mostrar os diferentes lados da vida urbana.

Comentários no Facebook

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

Breche Também

error: Content is protected !!