O que rolou no Global Game Jam

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12674952_1030635840337558_635523466_oVocê quer ser um produtor de jogos, mas não sabe como fazer. Que tal participar de uma maratona de jogos? Como assim? A ideia é fazer um jogo durante dois dias seguidos. Esta é a proposta do Global Game Jam (GGJ), evento que acontece em várias cidades brasileiras, outros países e é a terceira edição em Natal. O projeto acontece simultaneamente.

Eles ficaram entre os dias 29 a 31 de janeiro dentro da Escola de Ciência & Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ECT/UFRN).

Muitos levaram seus computadores, suas mesas digitalizadoras e outros dispositivos para conseguir mostrar o seu talento em pouco tempo.

Eram mais de 40 pessoas que aderiram a façanha, muitos vieram pela primeira vez, como é o caso de Helder Rodriques, que viajou de Recife para Natal exclusivamente para participar do evento, no qual ajudou a desenvolver a arte.

“Já participei na Global Game Jam em Recife. As coisas estão loucas e turbulentas, do jeito que eu gosto. O meu jogo vai ser uma galinha que tenta fugir de um sacrifício de um pai de santo (inspirado no personagem da internet pai de família). Então, o jogador tem a missão de ajudar o animal. Ela tem que sobreviver”, disse o jovem, que levou um computador que a qualquer momento poderia pifar.

12630982_1030635833670892_1402776736_oComo falado anteriormente, a intenção é reunir pessoas para criar jogos dentro de 48 horas e a partir de um tema escolhido pela organização. Além disso, esta é uma forma fazer contatos ou criar portfólio para aqueles que sonham em trabalhar na área de desenvolvimento de jogos.

O João Gilberto é publicitário e nos últimos tempos resolveu investir na carreira de ilustrador de jogos. Para o jovem, a Global Game Jam é uma oportunidade de montar o portfólio. “Quero ser desenvolvedor de jogos e quero saber como funciona o esquema. Acho que a maior complicação é reunir as ideias da equipe e colocar em um mesmo espaço. Neste sábado vou tentar dormir para terminar de elaborar”.

“Não, a gente vai virar a noite fazendo esse negócio”, retrucou o colega de equipe Victor Olavo Rocca, que também é novato no GGJ e comentou das dificuldades de desenvolver rapidamente um jogo. “Estou trabalhando no roteiro do jogo e precisamos desenrolar bem o texto para que seja compreensível para o público”.

Gente chegou a dormir no GGJ (Fotos: Lara Paiva)
Gente chegou a dormir no GGJ (Fotos: Lara Paiva)

No início do evento, os participantes receberam palestras sobre a área e em seguida foi divulgado o tema, que é Ritual. Sim, os desenvolvedores tinham que fazer um jogo analógico ou digital baseado em algum ritual que eles conhecesse e é neste momento que a criatividade que toma conta.

Sim, jogo analógico, apesar da maioria incentivar a fazer jogos digitais para computador e videogame, o Global Game Jam também estimula a produção de jogos de tabuleiro e de carta.

Quando a equipe do Brechando esteve por lá a produção estava todo o vapor e eles só descansavam apenas para dormir (havia barracas de acampamento instaladas dentro do prédio da instituição de ensino) ou comer aquela pizza de mussarela e outras baganas que tinham por lá.

Mas o clima mesmo parecia de uma redação de jornal impresso quando está perto de terminar a edição do dia seguinte: muita correria contra o tempo. Alguns chegavam a se exaltar ou ficar rodando pelos corredores. Apesar do clima, as pessoas tentavam se unir e davam conselhos uns aos outros.

“A gente tem mais gente que no ano passado, tanto em número de participantes quanto o tipo de jogos que estavam criados. Acho bacana que as pessoas estão cada vez mais interessadas na produção tanto de jogos analógicos quanto os digitais, principalmente eventos como a Game Jam”, disse o professor Francisco Narto, organizador do evento.

Sim, também tinha mulheres participando do evento. É o caso de Luisa Rocha, estudante do quinto período de Bacharelado de Tecnologia da Informação, que veio com um grupo de amigos para conseguir mostrar o seu diferencial. “É muito bom, apesar de ser estressante, pois tem que resolver os problemas em menos de 48 horas. Apesar disso, eu estou gostando muito, pois estou fazendo jogo pela primeira vez com os meus amigos e é muito bom trabalhar em equipe. Geralmente, faço jogos sozinha.”.

No final, ambos os jogos estarão disponíveis no site oficial do evento e podendo mesmo ser editados para quem queira aperfeiçoá-lo. O analógico, por sua vez, estarão disponíveis o manual de instrução e os materiais utilizados.

O primeiro evento do GGJ aconteceu no ano de 2008 e no ano passado ocorreu em 73 países, 485 cidades e foram produzidos mais de quatro mil trabalhos. Neste ano em Natal, foram 13 jogos completos produzidos por uma equipe de mais de 40 pessoas.


Sobre Lara Paiva

Oi, eu sou o Goku. Mentira, meu nome é Lara. Sou jornalista formada pela UFRN, natural de Natal. Sempre fui de humanas. Tem um blog para expor as suas curiosidades e anseios desta vida e mostrar os diferentes lados da vida urbana.

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