Um pouquinho do Passo da Pátria

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O Passo da Pátria fica entre a Ribeira, Cidade Alta e Alecrim. A comunidade fica as margens do rio Potengi e também da linha do trem. Mais de três mil pessoas vivem na região. O local surgiu próximo da Pedra do Rosário, um dos principais pontos turísticos da cidade.  Sua área totaliza mais de 200 metros quadrados.

O historiador Carlos Magno de Souza contou que o nome foi dado pelo então presidente da província José Olinto Meira, que homenageou os natalenses voluntários na Guerra do Paraguai (1864-1870) e ao fato do lugar ser passagem importante, porta de entrada da cidade na época.

No final do século XIX, era um importante local de encontro e lazer na cidade, onde funcionava um porto e uma feira, que funcionava durante a noite. Os primeiros moradores estavam relacionadas à estas duas atividades e tinham o baixo poder aquisitivo.  O porto recebia mercadorias vindas de Macaíba e São Gonçalo do Amarante.  Além disso, a fonte de renda dos moradores era a pesca artesanal, graças ao rio.

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De acordo com Daline Souza, em sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os moradores escolheram esse lugar por ser próximo do centro da cidade. A feira funcionou até os anos 1920. Com a construção do mercado da Cidade Alta, a feira livre deixara de funcionar.

Porém, o local sempre foi visto como um lugar era tratado de forma pejorativa, devido às construções das casas irregulares, falta de saneamento e denominava como um território de promiscuidade. Entre a década de 70 e 89, houve um crescimento da região composta por pessoas vindas do interior do Rio Grande do Norte.

O local é conhecido, pela imprensa, por causa da violência devido ao tráfico de drogas na região.  Apesar desse “lado ruim”, o local é cheio de pequenos comércios e bares.  É conhecido por ficar o final do canal do Baldo.

Oficialmente, o poder público reconhece esta região por três favelas: Passo da Pátria, Areado e Pantanal. Não é reconhecido como bairro, mas um complexo de favelas. Tipo o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que é composto por diversas favelas.


Sobre Lara Paiva
Oi, eu sou o Goku. Mentira, meu nome é Lara. Sou jornalista formada pela UFRN, natural de Natal. Sempre fui de humanas. Tem um blog para expor as suas curiosidades e anseios desta vida e mostrar os diferentes lados da vida urbana.

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