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O que são os mártires de Uruaçu e Cunhaú?

Hoje é feriado, apesar de ser sábado. É o dia de homenagear os mártires de Uruaçu e Cunhaú, um dos crimes mais brutais acontecidos durante a invasão holandesa no Brasil Colonial. O feriado foi decretado por uma lei estadual em 2006. Vamos contar um pouco da história do Rio Grande do Norte. Os mártires se refere à dois massacres, que aconteceram em 1645. Um foi na cidade de Canguaretama e outro foi em São Gonçalo do Amarante. Na época, o Rio Grande era dominado pelo alemão, que estava servindo a Holanda, Jacob Rabbi. O primeiro crime aconteceu no dia 16 de julho, no Engenho Cunhaú. Rabbi era conhecido pelos moradores do engenho, pois ele já havia passado por lá e sempre destruía os locais que andava e por estar escoltado por índios Tapuias. No dia do massacre, Jacob Rabbi fixou um aviso na porta da igreja Nossa Senhora das Candeias em que haveria algumas questões a serem debatidas após a missa. Quando o padre André de Soveral levantou a hóstia, as portas da igreja foram fechadas e os holandeses invadiram o local e mataram os 70 fiéis e o sacerdote. Três meses depois, em 03 de outubro de 1645, aconteceu um novo massacre, sendo na comunidade de Uruaçu, feitos de forma similar ao que aconteceu em Canguaretama.  O padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado pelos holandeses e o fiel, Mateus Moreira, teve o seu coração arrancado. Mais 78 pessoas também morreram. Alguns historiadores afirmam que os holandeses só realizaram essas chacinas por motivos religiosos, visto que a população das…

Hoje é feriado, apesar de ser sábado. É o dia de homenagear os mártires de Uruaçu e Cunhaú, um dos crimes mais brutais acontecidos durante a invasão holandesa no Brasil Colonial. O feriado foi decretado por uma lei estadual em 2006. Vamos contar um pouco da história do Rio Grande do Norte.

Os mártires se refere à dois massacres, que aconteceram em 1645. Um foi na cidade de Canguaretama e outro foi em São Gonçalo do Amarante.

Na época, o Rio Grande era dominado pelo alemão, que estava servindo a Holanda, Jacob Rabbi. O primeiro crime aconteceu no dia 16 de julho, no Engenho Cunhaú. Rabbi era conhecido pelos moradores do engenho, pois ele já havia passado por lá e sempre destruía os locais que andava e por estar escoltado por índios Tapuias.

No dia do massacre, Jacob Rabbi fixou um aviso na porta da igreja Nossa Senhora das Candeias em que haveria algumas questões a serem debatidas após a missa. Quando o padre André de Soveral levantou a hóstia, as portas da igreja foram fechadas e os holandeses invadiram o local e mataram os 70 fiéis e o sacerdote.

Três meses depois, em 03 de outubro de 1645, aconteceu um novo massacre, sendo na comunidade de Uruaçu, feitos de forma similar ao que aconteceu em Canguaretama.  O padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado pelos holandeses e o fiel, Mateus Moreira, teve o seu coração arrancado. Mais 78 pessoas também morreram.

Alguns historiadores afirmam que os holandeses só realizaram essas chacinas por motivos religiosos, visto que a população das duas comunidades era católica e os europeus eram protestantes. No dia 5 de março de 2000, os padres e mais 27 pessoas foram beatificados pelo Papa João Paulo II. O processo de beatificação foi aberto em 15 de maio de 1988.

Invasão Holandesa

Neste período, Portugal estava sendo administrada pelo rei Filipe II da Espanha e esse período ficou conhecido como União Ibérica. Logo, Portugal e Espanha pertenciam ao mesmo império.

A Holanda era uma das principais compradoras do açúcar do Brasil, antiga colônia lusa. Devido ao desafeto com a Espanha, o país neerlandês rompeu a sua parceria com Portugal. Por causa disso, criou a Companhia das Índias Ocidentais e foram para diversos países, incluindo este país.

Os holandeses chegaram ao nordeste brasileiro e conquistaram Pernambuco. Entretanto, a Holanda queria conquistar mais terras brasileiras e em 1633, após uma tentativa fracassada, conseguiu invadir a capitania do Rio Grande.

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O que são os mártires de Uruaçu e Cunhaú?

Hoje é feriado, apesar de ser sábado. É o dia de homenagear os mártires de Uruaçu e Cunhaú, um dos crimes mais brutais acontecidos durante a invasão holandesa no Brasil Colonial. O feriado foi decretado por uma lei estadual em 2006. Vamos contar um pouco da história do Rio Grande do Norte. Os mártires se refere à dois massacres, que aconteceram em 1645. Um foi na cidade de Canguaretama e outro foi em São Gonçalo do Amarante. Na época, o Rio Grande era dominado pelo alemão, que estava servindo a Holanda, Jacob Rabbi. O primeiro crime aconteceu no dia 16 de julho, no Engenho Cunhaú. Rabbi era conhecido pelos moradores do engenho, pois ele já havia passado por lá e sempre destruía os locais que andava e por estar escoltado por índios Tapuias. No dia do massacre, Jacob Rabbi fixou um aviso na porta da igreja Nossa Senhora das Candeias em que haveria algumas questões a serem debatidas após a missa. Quando o padre André de Soveral levantou a hóstia, as portas da igreja foram fechadas e os holandeses invadiram o local e mataram os 70 fiéis e o sacerdote. Três meses depois, em 03 de outubro de 1645, aconteceu um novo massacre, sendo na comunidade de Uruaçu, feitos de forma similar ao que aconteceu em Canguaretama.  O padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado pelos holandeses e o fiel, Mateus Moreira, teve o seu coração arrancado. Mais 78 pessoas também morreram. Alguns historiadores afirmam que os holandeses só realizaram essas chacinas por motivos religiosos, visto que a população das…

Hoje é feriado, apesar de ser sábado. É o dia de homenagear os mártires de Uruaçu e Cunhaú, um dos crimes mais brutais acontecidos durante a invasão holandesa no Brasil Colonial. O feriado foi decretado por uma lei estadual em 2006. Vamos contar um pouco da história do Rio Grande do Norte.

Os mártires se refere à dois massacres, que aconteceram em 1645. Um foi na cidade de Canguaretama e outro foi em São Gonçalo do Amarante.

Na época, o Rio Grande era dominado pelo alemão, que estava servindo a Holanda, Jacob Rabbi. O primeiro crime aconteceu no dia 16 de julho, no Engenho Cunhaú. Rabbi era conhecido pelos moradores do engenho, pois ele já havia passado por lá e sempre destruía os locais que andava e por estar escoltado por índios Tapuias.

No dia do massacre, Jacob Rabbi fixou um aviso na porta da igreja Nossa Senhora das Candeias em que haveria algumas questões a serem debatidas após a missa. Quando o padre André de Soveral levantou a hóstia, as portas da igreja foram fechadas e os holandeses invadiram o local e mataram os 70 fiéis e o sacerdote.

Três meses depois, em 03 de outubro de 1645, aconteceu um novo massacre, sendo na comunidade de Uruaçu, feitos de forma similar ao que aconteceu em Canguaretama.  O padre Ambrósio Francisco Ferro foi torturado pelos holandeses e o fiel, Mateus Moreira, teve o seu coração arrancado. Mais 78 pessoas também morreram.

Alguns historiadores afirmam que os holandeses só realizaram essas chacinas por motivos religiosos, visto que a população das duas comunidades era católica e os europeus eram protestantes. No dia 5 de março de 2000, os padres e mais 27 pessoas foram beatificados pelo Papa João Paulo II. O processo de beatificação foi aberto em 15 de maio de 1988.

Invasão Holandesa

Neste período, Portugal estava sendo administrada pelo rei Filipe II da Espanha e esse período ficou conhecido como União Ibérica. Logo, Portugal e Espanha pertenciam ao mesmo império.

A Holanda era uma das principais compradoras do açúcar do Brasil, antiga colônia lusa. Devido ao desafeto com a Espanha, o país neerlandês rompeu a sua parceria com Portugal. Por causa disso, criou a Companhia das Índias Ocidentais e foram para diversos países, incluindo este país.

Os holandeses chegaram ao nordeste brasileiro e conquistaram Pernambuco. Entretanto, a Holanda queria conquistar mais terras brasileiras e em 1633, após uma tentativa fracassada, conseguiu invadir a capitania do Rio Grande.

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Desenho do ilustrador Um Samurai

Lara Paiva é jornalista e publicitária formada pela UFRN, com especialização em documentário (UFRN) e gestão de mídias sociais e marketing digital (Estácio/Fatern). Criou o Brechando com o objetivo de matar as suas curiosidade e de outras pessoas acerca do cotidiano em que vive. Atualmente, faz mestrado em Estudos da Mídia, pela UFRN e teve experiência em jornalismo online, assessoria de imprensa e agência de publicidade, no setor de gerenciamento de mídias sociais.

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