Crianças participando de um campeonato de surf em Ponta Negra

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Duas coisas que aprendi neste fim de semana em Natal: preciso sair do sedentarismo e nunca duvide da capacidade de uma criança. A praia de Ponta Negra foi palco da segunda etapa de um campeonato de surf infantil. Crianças e adolescentes, entre oito a 16 anos, estavam desafiando a maré alta e pegando ondas de mais de um metro melhor que muito amador.

Apesar da divulgação ter sido um pouco tímida, muita gente estava na praia para ver um provável futuro Gabriel Medina.

A maioria dos competidores eram do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará. Porém, todos estavam tranquilos em “Black Point”. Muitos começaram por influência dos familiares.

É o caso do Fabrício Rocha, de 11 anos, que surfa desde os três por influência do pai, que é ex-surfista. Extrovertido e desenrolado, Rocha conversava com todos competidores, sempre vigiado pelos pais. “Eu ficava brincando com a prancha dele, quando me levava para praia”, disse o garoto, que também adora brincar com o skate.

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Desenrolado, ele já ganhou diversos prêmios em competições similares e gosta bastante do que faz, apesar de ter tido dificuldades neste campeonato. “Hoje tá bem difícil, mas com fé em Deus vou dar o meu melhor e conseguir vencer o campeonato”.

Outro que também gosta de surfar desde pequeno é Emanoel Tobias, que surfa desde os cinco anos. “Eu parei por um tempo, voltei com uns nove ou dez anos, aí não parei. O que mais gosto do surf é porque é algo que mexe com a gente. O mar te traz coisas boas, me deixa calmo”, alegou.

Não é a primeira vez que Tobias participa de um campeonato e já ganhou a primeira etapa da disputa e estava confiante de também vencer nesta fase. “As condições estão bem ruins, mas dá para fazer algo bacana”.

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Um dos mais novos competidores, em comparação aos outros entrevistados, é John Cesar, que foi influenciado pelo tio. “Esta é a terceira vez que estou participando de uma competição, porém quero ganhar”, disse o tímido garoto.

Evento estava animado, muitas pessoas participando e você não via um clima de rivalidade, ponto positivo. A organização montou uma tenda no meio do calçadão da orla com direito a fisioterapeuta e massagista caso os pequenos tivessem sentindo algum problema no corpo.

Uma das coisas mais curiosas é que a disputa foi transmitida via streaming na internet, tinha jurados e um narrador. Tudo idêntico à uma competição de adulto. Sem contar que fornecia diversos prêmios para os jovens como forma de estimular os jovens a treinar mais.

O evento teve o patrocínio da Prefeitura do Natal e também dos refrigerantes Dore, famosa marca da cidade. A galeria de fotos pode ser conferida a seguir:


Sobre Lara Paiva

Oi, eu sou o Goku. Mentira, meu nome é Lara. Sou jornalista formada pela UFRN, natural de Natal. Sempre fui de humanas. Tem um blog para expor as suas curiosidades e anseios desta vida e mostrar os diferentes lados da vida urbana.

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